“Os salários pagos, hoje, na obra de modernização do Beira-Rio estão entre os maiores praticados nas obras de construção pesada do Estado. Em outubro do ano passado os funcionários da obra Beira-Rio receberam um aumento salarial de 2%, mais 5% como forma de antecipação de dissídio. Além disso, a proposta apresentada hoje previa um aumento salarial de mais 8%, sem considerar o próximo dissídio do mês de maio, quando deveria ser negociado um novo aumento salarial”, informou a empresa.
A empresa também comunicou que espera uma decisão formal dos trabalhadores nesta quarta-feira, quando haverá uma assembleia da categoria, por volta das 7h30min. Nesta tarde, os operários rejeitaram novamente a oferta apresentada pela AG.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Siticepot), Isabelino dos Santos, os funcionários pedem reajuste de 15% sobre os vencimentos, cuja média é de pouco mais de R$ 1 mil. “Os trabalhadores rejeitaram novamente a proposta da empresa, de 8% agora e de dissídio em maio”, disse ao Correio do Povo. “A AG disse que não apresentará outra proposta”, acrescentou. A greve foi deflagrada por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira.