Inter

Barcellos banca técnico ‘até domingo’ e diz que luta agora é contra o rebaixamento

Presidente admite abatimento após eliminação no Gre-Nal, pede desculpas à torcida e fala em 13 “decisões” no Brasileirão

Inter de Gabriel Mercado tem 13 rodadas para escapar do rebaixamento no Brasileirão
Inter de Gabriel Mercado tem 13 rodadas para escapar do rebaixamento no Brasileirão Foto : MAURO SCHAEFER

Ainda na Arena, depois da derrota por 3 a 1 para o Grêmio e da eliminação na Copa do Brasil, o presidente Alessandro Barcellos tratou de colocar o Inter diante de sua nova e dura realidade. A comissão técnica, incluindo o técnico Paulo Pezzolano, está garantida ‘até domingo’, segundo o dirigente, quando ocorre a partida contra o Santos no Beira-Rio. Além disso, ele evitou fazer qualquer projeção além da próxima partida.

O discurso foi de cobrança, mas também de respaldo ao departamento de futebol. Barcellos assumiu a responsabilidade pelo momento vivido pelo clube e pediu desculpas ao torcedor pela eliminação diante do maior rival. “Tenho que pedir desculpas para o torcedor pela eliminação. Todos nós, jogadores, comissão técnica e direção, trabalhamos com o pensamento de passar hoje, chegar à final e brigar pelo título. Não foi possível. Fomos duramente batidos pelo rival”, afirmou.

O presidente reconheceu que o Inter não tem conseguido transformar as oportunidades criadas em gols e apontou a efetividade do adversário como uma das diferenças apresentadas no clássico. Para ele, o cenário exige uma reação imediata. “O momento é difícil e precisamos reaglutinar, pois temos 13 partidas até o final do Brasileirão, nas quais precisamos pontuar para sair de onde estamos hoje. Temos que manter o Inter na primeira divisão. Esse é o nosso único desafio do ano”, declarou.

Pezzolano fica, por enquanto

Questionado sobre a permanência da comissão técnica, Barcellos foi cauteloso. Garantiu o grupo de trabalho para o duelo com o Santos, mas não quis antecipar o que poderá acontecer depois. “Confiamos no departamento de futebol. Confiamos no Fabinho, no Abel Braga e na comissão técnica e nas cobranças internas que existem no dia a dia”, disse.

A partida contra o Santos ganhou peso ainda maior no discurso do dirigente. Além de jogar em casa, o Inter enfrentará um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Barcellos classificou o confronto como uma partida que vale “seis pontos” e cobrou uma mudança de postura dentro do Beira-Rio. “Precisamos ganhar em casa. Temos uma campanha ruim em casa e temos que reverter isso. Esse é o desafio deste grupo e desta comissão técnica. Todos nós precisamos fazer um pouco mais. Direção, jogadores e comissão técnica farão um pouco mais para dar uma resposta ao torcedor. Nós vamos ter que resolver essa situação”, afirmou.

O presidente também reconheceu a indignação dos colorados após mais uma frustração na temporada. Mesmo assim, pediu apoio para a reta final do campeonato. “O momento é difícil, mas sei que a responsabilidade é minha e é difícil pedir apoio para os torcedores. Mas eles são a maior força que temos. Sabemos que estão indignados, mas precisamos de uma força extra que pode vir deles”, salientou.

Barcellos deixou a Arena admitindo o abatimento provocado pela eliminação, mas estabeleceu um prazo curto para a reação. A partir desta sexta-feira, segundo ele, o Inter precisa começar a reconstruir a confiança para enfrentar as 13 rodadas que restam. “Hoje estamos abatidos. Mas, a partir de amanhã, temos que devolver ao torcedor uma confiança mínima de que podemos reverter esse quadro”, finalizou.

Veja Também