Ainda na Arena, depois da derrota por 3 a 1 para o Grêmio e da eliminação na Copa do Brasil, o presidente Alessandro Barcellos tratou de colocar o Inter diante de sua nova e dura realidade. A comissão técnica, incluindo o técnico Paulo Pezzolano, está garantida ‘até domingo’, segundo o dirigente, quando ocorre a partida contra o Santos no Beira-Rio. Além disso, ele evitou fazer qualquer projeção além da próxima partida.
O discurso foi de cobrança, mas também de respaldo ao departamento de futebol. Barcellos assumiu a responsabilidade pelo momento vivido pelo clube e pediu desculpas ao torcedor pela eliminação diante do maior rival. “Tenho que pedir desculpas para o torcedor pela eliminação. Todos nós, jogadores, comissão técnica e direção, trabalhamos com o pensamento de passar hoje, chegar à final e brigar pelo título. Não foi possível. Fomos duramente batidos pelo rival”, afirmou.
O presidente reconheceu que o Inter não tem conseguido transformar as oportunidades criadas em gols e apontou a efetividade do adversário como uma das diferenças apresentadas no clássico. Para ele, o cenário exige uma reação imediata. “O momento é difícil e precisamos reaglutinar, pois temos 13 partidas até o final do Brasileirão, nas quais precisamos pontuar para sair de onde estamos hoje. Temos que manter o Inter na primeira divisão. Esse é o nosso único desafio do ano”, declarou.
Pezzolano fica, por enquanto
Questionado sobre a permanência da comissão técnica, Barcellos foi cauteloso. Garantiu o grupo de trabalho para o duelo com o Santos, mas não quis antecipar o que poderá acontecer depois. “Confiamos no departamento de futebol. Confiamos no Fabinho, no Abel Braga e na comissão técnica e nas cobranças internas que existem no dia a dia”, disse.
A partida contra o Santos ganhou peso ainda maior no discurso do dirigente. Além de jogar em casa, o Inter enfrentará um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Barcellos classificou o confronto como uma partida que vale “seis pontos” e cobrou uma mudança de postura dentro do Beira-Rio. “Precisamos ganhar em casa. Temos uma campanha ruim em casa e temos que reverter isso. Esse é o desafio deste grupo e desta comissão técnica. Todos nós precisamos fazer um pouco mais. Direção, jogadores e comissão técnica farão um pouco mais para dar uma resposta ao torcedor. Nós vamos ter que resolver essa situação”, afirmou.
O presidente também reconheceu a indignação dos colorados após mais uma frustração na temporada. Mesmo assim, pediu apoio para a reta final do campeonato. “O momento é difícil, mas sei que a responsabilidade é minha e é difícil pedir apoio para os torcedores. Mas eles são a maior força que temos. Sabemos que estão indignados, mas precisamos de uma força extra que pode vir deles”, salientou.
Barcellos deixou a Arena admitindo o abatimento provocado pela eliminação, mas estabeleceu um prazo curto para a reação. A partir desta sexta-feira, segundo ele, o Inter precisa começar a reconstruir a confiança para enfrentar as 13 rodadas que restam. “Hoje estamos abatidos. Mas, a partir de amanhã, temos que devolver ao torcedor uma confiança mínima de que podemos reverter esse quadro”, finalizou.