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Barcellos prepara reforma profunda na diretoria do Inter após quase rebaixamento

Presidente anuncia mudanças no futebol e em várias vice-presidências, busca pacificar o clube e abre espaço para movimentos de oposição participarem da gestão

Jogadores, dirigentes e integrantes da comissão técnica se abraçam no gramado após a vitória sobre o Bragantino
Jogadores, dirigentes e integrantes da comissão técnica se abraçam no gramado após a vitória sobre o Bragantino Foto : Fabiano do Amaral

A vitória por 3 a 1 sobre o Bragantino, que garantiu o Inter na Série A do Brasileirão, evitou um rebaixamento que rondou o Beira-Rio por semanas. Mas, como reconheceu o presidente Alessandro Barcellos, a má campanha deixou "cicatrizes profundas", e exigirá ações de correção de rumo. O dirigente colorado prepara uma reforma ampla na estrutura diretiva do clube, com foco especial no departamento de futebol, que deve ser o primeiro a sofrer alterações.

Barcellos afirmou, em pronunciamento após o jogo deste domingo, que o clube precisa “corrigir erros”, buscar união e construir um ambiente pacificado para 2026. Para isso, pretende redesenhar a composição da diretoria ainda nesta semana, promovendo mudanças em vários cargos de vice-presidência. Entre elas, está a confirmação de que José Olavo Bisol deixará o comando do futebol. Outras áreas também serão modificadas, numa reformulação que promete ser uma das mais profundas desde o início de sua gestão.

A reestruturação tem dois objetivos centrais: diminuir a tensão política nos bastidores e iniciar um processo de transição rumo ao fim do atual mandato, que se encerra em 2026. Como Barcellos cumpre seu segundo período consecutivo na presidência, não poderá concorrer à reeleição e, diante dos maus resultados dentro e fora de campo, é considerado improvável que os grupos que o sustentam consigam viabilizar um sucessor competitivo. Por isso, ampliar a participação de outros movimentos políticos tornou-se uma prioridade.

O Movimento Inter Grande, tradicional opositor do atual presidente, já foi convidado a integrar a gestão. Trata-se de um gesto simbólico e estratégico para reduzir divisões internas e fortalecer o clube num momento em que, segundo Barcellos, será necessário “trazer para o clube todos os colorados que podem ajudar”. “É um alívio, mas ficaram cicatrizes profundas. Temos que ter capacidade de saber os limites e buscar ajuda. Temos que superar as divergências”, declarou o presidente.

Barcellos também anunciou que concederá uma entrevista coletiva nesta semana, na qual fará uma avaliação completa da temporada e apresentará as primeiras diretrizes para 2026, incluindo as mudanças que prometem remodelar a direção colorada.

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