O Beira-Rio viveu, neste domingo, uma das noites mais emocionantes de sua história recente. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Bragantino, que garantiu o Inter na Série A na última rodada, o estádio explodiu em festa. Jogadores, comissão técnica e torcedores transformaram o gramado em um grande desabafo coletivo depois de semanas de angústia, tensão e incerteza.
O personagem mais festejado da noite foi Abel Braga. O técnico, que assumiu o comando há apenas uma semana e dirigiu o time em duas partidas, foi carregado pelos jogadores e ovacionado pela torcida. Emocionado, Abel chorou, acenou para as arquibancadas e recebeu abraços de todos os lados. Ele foi o grande herói da salvação colorada.
Já projetando 2026, Thiago Maia resumiu o sentimento do grupo ao falar sobre o treinador: “Ele (Abel Braga) tem que estar com a gente. Como eu não sei. Essa vitória é dele. Mostrou porque ele é tão importante na história do Inter.”
A emoção tomou conta também dos jogadores. Vitão atravessou o gramado ajoelhado, cumprindo uma promessa feita antes da partida decisiva. Muitos atletas choraram ao lado da torcida, que permaneceu nas arquibancadas por longos minutos celebrando a permanência.
“Terminamos com o sentimento de alívio. Mas não é isso que o Inter e a torcida merecem. Nos colocamos em uma situação difícil, mas fomos homens e conseguimos nos salvar. Era difícil, pois o emocional pesa muito. Lutar contra o rebaixamento não é a realidade deste grande clube”, afirmou Alan Patrick.
Para Borré, a festa no Beira-Rio simbolizou não apenas o fim do sofrimento, mas também um aprendizado coletivo: “Temos que aprender com isso para não repetir. Isso não faz parte da história do Inter. Esse time está acostumado a outras coisas. Vamos lutar para não passar nunca mais por isso.”
No Beira-Rio, a festa demorou a terminar. Para o torcedor, para os jogadores e principalmente para Abel Braga, o domingo entrou para a história como o dia em que o Inter renasceu.