O promotor José Francisco Seabra Mendes Júnior explicou que não foram remetidos ao MP os laudos de segurança, de vistoria de engenharia, de prevenção e combate a incêndio, de condições sanitárias e de estabilidade estrutural, previstos no Estatuto do Torcedor. Ele ressaltou que a etapa de eventos-teste já foi superada e que a partida entre Inter e Grêmio, pela final do Gauchão, é inviável sem o expresso cumprimento da lei.
A notificação reforça, ainda, que o Beira-Rio está com obras em andamento e que, sabidamente, o entorno da praça desportiva apresenta restos de materiais de construção. O documento ressalta que o estatuto prevê que a venda de ingressos seja realizada até 72 horas antes do início da partida correspondente. Segundo o MP, a FGF deve abster-se de designar qualquer evento desportivo profissional para o local até que sejam apresentados os laudos exigidos por lei.
Até essa terça-feira, o Inter demonstrava otimismo quanto à utilização do estádio Beira-Rio na final do Gauchão. O presidente Giovanni Luigi disse que não iria medir esforços para conseguir a liberação. Com o veto do MP, o clube deverá sediar a partida contra o Grêmio no estádio Centenário, que já tinha sido reservado. Um hotel em Caxias do Sul também foi agendado para receber a comissão técnica e o grupo de jogadores. A concentração deve começar no sábado à noite.