A confiança do técnico faz com que Bolívar se sinta como o porta-voz do plantel vermelho. "A liderança que eu exerço não só dentro, mas fora de campo, me dá a confiança dos jogadores quando existem algumas dificuldades deles para falar com o treinador ou com a diretoria. Tenho boa abertura, o que é uma satisfação para mim", garantiu. O jogador admite que Roth se sente mais à vontade em tê-lo como capitão. Anteriormente, o volante Guiñazu ocupava o posto.
Bolívar considera extremamente positivo o trabalho da diretoria em promover a manutenção da base de jogadores de 2006 para 2010. De acordo com ele, a transformação que o clube sofreu em quatro anos teve influência direta na vida de alguns atletas. "Agora, em 2010, os jogadores desta campanha eram mais experientes e já haviam conquistado títulos. Por isso, o mais importante é manter esse grupo sem lesões até dezembro, manter uma regularidade no Brasileiro para chegar com confiança", acrescentou.
Saída do clube em 2006
Após a conquista da Libertadores de 2006, Bolívar se transferiu para o futebol francês, onde atuou pelo Monaco. O defensor afirmou ao site da Fifa que não se arrepende de não ter participado da conquista do Mundial de Clubes daquele ano. Na sua avaliação, ficou a vontade de conquistar o título em 2010. "Sempre soube que, voltando, teria outras chances de disputar esse Mundial. Agora tenho, é uma dívida comigo mesmo e quero pôr no currículo esse título tão importante.
Ausências de Sandro e Taison
Bolívar argumenta que as saídas de Sandro e Taison estão sendo absorvidas aos poucos pelo grupo colorado. De acordo com o capitão, a dupla foi fundamental na conquista da Libertadores de 2010. "Sandro fazia uma função específica na frente da zaga, dava o primeiro combate e os atacantes chegavam na gente já com dificuldades. E o Taison era aquele tipo de jogador que, quando o jogo apertava, você dava um chutão pra frente e apostava na velocidade dele", explica. "O Celso vem passando a confiança para aqueles que ficaram, para eles retomarem esse trabalho", acrescentou ao site da Fifa.
O zagueiro acredita que o calendário pode fazer a diferença num possível duelo entre Inter e Internazionale, que só podem se encontrar na final do Mundial de Clubes. "Claro que na Internazionale há jogadores que podem mudar a história, mas o importante é que a gente vai estar no final de temporada, enquanto eles estão no meio e ainda vão se preparar para o Mundial. Por isso, nosso entrosamento pode ser melhor que o deles", afirmou.