A possibilidade de o Inter perder Paulo Pezzolano para a seleção uruguaia esfriou. De acordo com informações da imprensa do Uruguai, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) pretende deixar para o início do próximo ano a escolha do substituto de Marcelo Bielsa, demitido após a campanha decepcionante da Celeste na Copa do Mundo.
A decisão representa um alívio para a direção colorada. Pezzolano figura entre os nomes cotados para assumir a seleção de seu país e nunca escondeu que considera o cargo um objetivo de carreira.
O adiamento da definição tem relação com a política da entidade. O presidente da AUF, Ignacio Alonso, foi reeleito em fevereiro de 2023 para um mandato de quatro anos, e a intenção é que a escolha do novo treinador ocorra somente após a próxima eleição. A medida busca evitar que a atual gestão tome uma decisão de longo prazo que tenha de ser mantida pela futura administração.
Com isso, o Inter ganha tranquilidade para a sequência da temporada. A tendência é que Pezzolano permaneça no comando da equipe pelo menos até o encerramento de 2026, período em que o clube disputará o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
Pouco depois da eliminação uruguaia no Mundial, o treinador confirmou, em entrevista a uma rádio de Montevidéu, que seu contrato com o Inter prevê uma cláusula de liberação em caso de convite da seleção. "Sim, isso sempre existe. Por quê? Porque é o sonho de qualquer um. É como quando o seu país te chama por sentir que você pode ajudar em algo: você sempre tem que estar lá, para o que der e vier", afirmou.
Na mesma entrevista, contudo, Pezzolano tratou de afastar qualquer especulação sobre uma saída imediata. O técnico ressaltou que está totalmente concentrado no trabalho desenvolvido no Beira-Rio e que, naquele momento, não cogitava deixar o comando da equipe colorada.
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