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Fabinho promete 10º no Brasileirão, no mínimo, e aponta para redução do grupo após a Copa

Planejamento para 2026 previa ambição esportiva e ajuste financeiro, mas desempenho atual pressiona estratégia

Abel conversa com Fabinho durante treino do Inter no CT Parque Gigante
Abel conversa com Fabinho durante treino do Inter no CT Parque Gigante Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Menos de dois meses após traçar metas ambiciosas para o futebol do Inter, o cenário dentro de campo já impõe desafios ao planejamento apresentado pelo executivo Fabinho Soldado ao Conselho Deliberativo. Na ocasião, logo após a derrota por 3 a 0 no Gre-Nal decisivo do Gauchão, em 2 de março, o dirigente detalhou objetivos esportivos e financeiros para os próximos ciclos. Entre as projeções, estavam a busca por, no mínimo, um décimo lugar no Campeonato Brasileiro e a chegada às quartas de final da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, Soldado indicou que o clube pretendia reduzir custos do futebol no segundo semestre.

"No Campeonato Brasileiro, queremos ser o 10º colocado e, na Copa do Brasil, chegar às quartas de final. Isso é o que está no orçamento do clube, mas internamente, a gente trabalha de uma outra forma. A gente pensa algo bem maior e bem compatível ao tamanho do Inter. Se essa é a meta, isso aqui é o mínimo que a gente precisa entregar. Mas todos nós entendemos que há espaço e é possível pensar mais alto", afirmou Fabinho, conforme consta em ata da reunião.

O executivo também explicou a lógica financeira por trás da montagem do grupo, com maior concentração de investimentos no primeiro semestre, período com calendário mais carregado. Ou seja, o clube deverá desfazer-se de algumas peças na próxima janela para cumprir o planejamento.

“No segundo semestre, temos um número menor de jogos e, por isso, temos uma estratégia em nível de elenco, que precisa ser mais robusto no primeiro semestre. Isso foi alinhado com o financeiro. Depois, no segundo semestre, vamos ter um pouco mais de tranquilidade em relação ao trabalho", projetou Fabinho.

No entanto, o desempenho até aqui não acompanha a expectativa. Às vésperas da 14ª rodada do Brasileirão, o Inter aparece na 16ª colocação, com a mesma pontuação do primeiro time dentro da zona de rebaixamento, o Santos. Restando cinco partidas até a pausa para a Copa do Mundo, marco que encerra o primeiro semestre, o clube ainda busca a “gordura” necessária para atravessar a segunda metade do ano com maior estabilidade e sem sustos. Mas a realidade é que se não vencer o Fluminense, neste domingo, no Beira-Rio, poderá mergulhar na zona de rebaixamento já nesta rodada.

O planejamento também inclui movimentações, principalmente de saídas, na janela de transferências do meio do ano. O lateral Bernabei, destaque da equipe com cinco gols na temporada, desperta interesse do futebol europeu e pode ser negociado por valores próximos a 9 milhões de euros. Já Rafael Borré é outro nome cotado para saída, com expectativa de valorização após a disputa da Copa.

Mesmo diante das dificuldades, Fabinho reforçou a necessidade de alinhar desempenho esportivo e equilíbrio financeiro no projeto colorado. "O objetivo é continuar evoluindo a gestão de futebol, integrando 'performance' em campo, valorização de ativos e sustentabilidade financeira. E quando eu digo que isso é um projeto do Inter, ele tem que estar 100% alinhado com o financeiro", concluiu.

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