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Inter desembolsa R$ 20,6 milhões por mês com futebol e vê custos dispararem

Clube desembolsa mais valor da série, considerando os primeiros três meses do ano, em salários, encargos e direitos de imagem; presidente Alessandro Barcellos vê cenário próximo do limite financeiro

Apesar da elevação nos gastos, time do Inter está menos competitivo dentro de campo
Apesar da elevação nos gastos, time do Inter está menos competitivo dentro de campo Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O custo do departamento de futebol do Inter alcançou em 2026 o maior patamar da história recente do clube, considerando os três primeiros meses do ano. Conforme dados atualizados nesta semana no Portal da Transparência colorado, a média mensal de gastos com salários, encargos sociais e previdenciários e direitos de imagem dos atletas profissionais e integrantes das comissões técnicas chegou a R$ 20,6 milhões nos três primeiros meses do ano.

O valor representa um novo recorde para o período analisado e supera os números registrados nas últimas temporadas. Em 2025, a média havia sido de R$ 19,6 milhões mensais. Em 2024, o montante foi de R$ 19,8 milhões. Já em 2023, o custo ficou em R$ 13,9 milhões, enquanto em 2022 alcançou R$ 15,6 milhões.

Os números contemplam todos os atletas com contrato profissional vinculados ao clube, incluindo categorias de base e futebol feminino. Ainda assim, a maior parte da despesa está concentrada no elenco principal, responsável por mais de 90% da folha. O cálculo não engloba gastos com logística, aquisição de direitos econômicos ou empréstimos de jogadores, despesas que também representam parcela significativa do orçamento do futebol.

O aumento dos investimentos, entretanto, não tem sido acompanhado por uma evolução proporcional dentro de campo. Nos últimos anos, o desempenho esportivo do Inter passou por um processo de queda. Em 2025, a equipe lutou contra o rebaixamento até a rodada final do Campeonato Brasileiro. Nesta temporada, o time ocupa posição apenas um ponto acima da zona de descenso.

A escalada dos custos preocupa a direção colorada. “Eu tenho participado muito de fóruns nacionais junto com presidentes de outros clubes e com a própria CBF. E em todos eles, a gente escuta e tem falado que o crescimento das dívidas, dos custos no futebol, tomou uma proporção muito diferente do que ela acontecia há quatro ou cinco anos. E isso necessariamente vai obrigar que todos possam se readequar nesse contexto sob pena da gente inviabilizar uma indústria tão importante como a do futebol”, declarou o presidente Alessandro Barcellos em entrevista aos canais oficiais do clube na semana passada.

Em reunião nesta segunda-feira, a gestão apresentou aos conselheiros um balancete dos primeiros quatro meses do ano com um déficit de R$ 94,2 milhões.

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