O Inter registrou déficit de R$ 94,2 milhões nos quatro primeiros meses de 2026. Os números constam no balancete apresentado pela direção ao Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira e revelam um cenário de forte pressão financeira, marcado pelo crescimento das despesas, aumento do passivo e redução da disponibilidade de caixa.
Entre janeiro e abril, o clube arrecadou R$ 151,9 milhões em receitas, mas acumulou despesas de R$ 246,1 milhões no mesmo período. O resultado negativo do exercício chegou a R$ 94,2 milhões. Um dos principais fatores para o desempenho deficitário foi o elevado volume de despesas financeiras (pagamento de juros, principalmente), que alcançaram R$ 51,4 milhões.
Do lado das receitas, o futebol seguiu como principal fonte de arrecadação. O departamento gerou R$ 63,5 milhões, impulsionado principalmente pelas cotas de televisionamento, responsáveis por quase R$ 45 milhões. As mensalidades sociais também tiveram participação relevante, contribuindo com R$ 29,4 milhões para os cofres colorados.
O balancete evidencia ainda o crescimento do endividamento. A dívida aumentou pelo menos R$ 58 milhões nos quatro primeiros meses do ano.
Os números reforçam o desafio da diretoria em equilibrar as finanças em uma temporada na qual o clube busca manter competitividade esportiva sem ampliar ainda mais o endividamento. A expectativa da gestão é que receitas extraordinárias ao longo do ano, especialmente com negociações de atletas e premiações esportivas, contribuam para reduzir o impacto do déficit registrado nos primeiros meses de 2026.