A janela de transferências nem abriu e, antes dela, o Inter terá que enfrentar uma maratona de oito jogos, dos quais seis fora de Porto Alegre, até o final de maio. Mesmo assim, os dirigentes colorados e o técnico Roger Machado já se preparam para a possibilidade de perder algumas peças a partir de julho, quando começa a temporada de transferências.
“Não gostaria de perder ninguém. Mas, se isso acontecer, temos a capacidade de buscar contratações e, com nosso departamento de análise, até de nos reinventar”, afirmou o vice-presidente de futebol, José Olavo Bisol, em entrevista nesta quarta-feira.
O dirigente sabe que o clube atravessa uma importante crise financeira e projetou arrecadar R$ 160 milhões com a venda de atletas até o final do ano. Até agora, nenhum jogador foi negociado na temporada. Ou seja, ou vende em julho, ou no final do ano, quando a janela internacional é menos movimentada.
“Certamente teremos propostas, procuras e sondagens. Isso é natural no futebol. E cada proposta que venha será analisada tanto do ponto de vista financeiro quanto da perda esportiva que podemos ter no grupo. Mas, se eventualmente tivermos alguma perda, vamos ao mercado buscar uma reposição para manter a competitividade e a disputa interna entre os jogadores”, continuou o dirigente.
Vários jogadores do atual elenco são observados. Bernabei está na mira de pelo menos dois clubes da Espanha. Vitão e Victor Gabriel também devem receber propostas, devido ao bom rendimento no primeiro semestre.
O Inter fechou 2024 com R$ 34,4 milhões de déficit, aumentando a sua dívida para cerca de R$ 860 milhões. Apesar disso, o Conselho Deliberativo, reunido na última segunda-feira, aprovou as contas referentes ao ano passado.