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Inter reduz folha salarial para adaptar-se à nova realidade financeira

Troca da comissão técnica e saída de jogadores com salários maiores possibilitou econômia ao clube

Folha de pagamento do grupo principal, incluindo comissão técnica, teve redução
Folha de pagamento do grupo principal, incluindo comissão técnica, teve redução Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O Inter gastou R$ 13,8 milhões em agosto para pagar jogadores e a comissão técnica do grupo principal de atletas. O valor inclui, além dos salários, os direitos de imagem e os encargos trabalhistas e previdenciários e apresenta uma redução na comparação com os meses imediatamente anteriores. A troca da comissão técnica e as saídas de nomes importantes, como Aránguiz, Maurício e Fabricio Bustos, entre outros, diminuiu em cerca de R$ 2 milhões o esforço financeiro do clube para manter em dia os vencimentos dos atletas. Novos jogadores virão, mas a folha não voltará ao patamar anterior neste ano.

Os jogadores que o Inter busca neste momento, além dos que já estão aqui, como Agustín Rogel e Bruno Tabata, ocuparão as vagas daqueles que saíram, mas seus salários serão menores. A ideia é trazer, pelo menos, dois laterais-direitos e mais um zagueiro até 2 de setembro, quando se encerra a janela de transferências no Brasil.

Além disso, a comissão técnica liderada por Eduardo Coudet tinha salários maiores do que a atual, que tem Roger Machado e Paulo Paixão. Como não houve pagamento de indenização pela demissão do argentino e de seus colegas, já que a saída foi em “comum acordo”, houve uma economia também aí.

O processo para redução da folha de pagamentos visa adaptá-la à nova realidade financeira do clube, que projeta uma queda nas receitas até o final de 2024, principalmente quanto à premiações, já que não avançou nem na Copa do Brasil, nem na Sul-Americana, e também ao quadro social. Além disso, o Inter programou arrecadar R$ 135 milhões com a venda de jogadores no ano, mas aproximadamente metade desse valor se confirmou até agora. A negociação de Vitão ao Real Betis, da Espanha, ajudaria no atingimento da meta, mas acabou não acontecendo − embora ainda exista a chance de ele ser vendido nos próximos dias.

O esforço dos dirigentes é para manter as obrigações com os jogadores em dia. Um atraso, como aconteceu em anos anteriores, comprometeria ainda mais o ambiente. “Não tem nada atrasado, está tudo certo”, confirmou Thiago Maia, após a derrota para o Atlético-GO, domingo. Ou seja, as dificuldades do Inter em campo, pelo menos por enquanto, não podem ser explicadas por questões financeiras.

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