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Investigação do MP sobre gestão Vitorio Piffero ainda promete novidades

Operação Rebote ainda não divulgou todos os nomes dos suspeitos

Investigação sobre a gestão de Vitorio Piffero no Inter está longe de um final
Investigação sobre a gestão de Vitorio Piffero no Inter está longe de um final Foto : Luis Gonçalves / Divulgação / CP Memória
A investigação que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) faz sobre a gestão de Vitorio Piffero no Inter está longe de um final. E, ainda mais importante, nem todos os investigados, ex-dirigentes, empresários de futebol ou mesmo jogadores, tiveram seus nomes divulgados até agora. Ou seja, novidades importantes poderão ocorrer ao longo das próximas semanas e meses.

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A Justiça pode decretar o fim do sigilo do processo a qualquer momento. Porém, os passos do procedimento investigatório criminal dentro do MP continuarão sigilosos. Neste momento, os peritos analisam dezenas de malotes com documentos físicos e digitais, além de alguns telefones celulares, recolhidos na ação de busca e apreensão realizada no final de dezembro. O próximo passo será chamar os envolvidos para que eles possam apresentar as suas explicações.

Não está descartada a possibilidade de uma delação premiada, embora seja uma hipótese bastante remota neste momento. A expectativa dos investigadores é que, diante das provas já levantadas, que praticamente não dão margem a dúvida, os investigados admitam o envolvimento e passem a fornecer novas provas e informações.

O MP, conforme antecipou o Correio do Povo, já confirmou a existência de uma “organização criminosa” durante a gestão de Piffero, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016.

Além do caso que envolveu a contratação de empresas de construção civil, que teriam drenado cerca de R$ 10 milhões do clube sob a liderança do então vice de finanças Pedro Affatato, já foi confirmada a existência de um esquema de pagamento de propinas para dirigentes da época.

O ex-vice de futebol, Carlos Pellegrini, segundo a apuração do MP, foi o maior beneficiado. Porém, também foram encontradas transferências bancárias em favor de Alexandre Limeira e do próprio Piffero.

Pedro Affatato é investigado

Pedro Affatato é investigado, principalmente, pelo caso das empresas de construção civil. Porém, há outros fatos envolvendo o vice de finanças que estão sob a análise do MP. Um deles envolve a contratação de uma agência de turismo, que recebeu, ao longo dois anos da gestão, R$ 2.121.324,70 do clube. Affatato, segundo a investigação, recebeu repasses da empresa.

“Não haveria, pois, qualquer motivo, lícito pelo menos, que justificasse tais repasses realizados pela (...) para Pedro Antônio Affatato, na forma como ocorreram, em franca relação com os pagamentos realizados pelo Sport Club Internacional para a referida agência de turismo, a não ser o desfecho financeiro de um acerto delituoso entre o dirigente e a agência, em detrimento do clube”, diz um documento do MP.

O CP optou por não divulgar o nome da agência de turismo porque não conseguiu contato com ela na tarde da sexta-feira.