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Mazembe vira argumento para time de Fossati no Mundial

Ex-técnico do Inter foi campeão asiático pelo Al Sadd

Fossati revelou mágoa com algumas pessoas que comandaram o Inter
Fossati revelou mágoa com algumas pessoas que comandaram o Inter Foto : Pedro Revillion / CP Memória
No comando de um time que ele próprio define como “zebra”, o técnico Jorge Fossati chegou ao Mundial de Clubes. Treinador do Inter até as quartas de final da Libertadores do ano passado, o uruguaio concedeu entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira e deu a entender que o desempenho do Mazembe em 2010 servirá como motivação para o Al Sadd a partir do mês que vem, no Japão.

“É lógico pensar que os campeões da América e da Europa, no começo da taça, são os grandes favoritos. Mas os dois têm que ficar sabendo também que para chegar à final, primeiro vão ter que ter cuidado na fase anterior”, afirmou ele, em referência a Santos e Barcelona. 

Em 2010, o Inter passou por uma das mais doloridas derrotas de sua história no Mundial, quando foi surpreendido pelo então desconhecido Mazembe, do Congo, na semifinal da competição. “O Inter talvez pensou demais em jogar contra a Internazionale e esqueceu que primeiro tinha que passar pelos africanos”, analisou Fossati. 

Ano passado, o treinador foi demitido mesmo após ter levado o time à semifinal da Libertadores, na campanha que depois acabou vitoriosa pelas mãos de Celso Roth. Fossati evitou projetar o título mundial se não tivesse sido despedido. “Não dava mais para pensar nisso”, explicou. “Minha ideia de Inter era diferente. Já era um outro time”, acrescentou. 

Após um ano e meio, Fossati ainda espera receber

Passado cerca de um ano e meio desde a sua partida, o técnico uruguaio ainda cobra uma dívida do clube gaúcho. Ele revelou que esteve em Porto Alegre e conversou com o presidente Giovanni Luigi recentemente. Saiu sem boas perspectivas: “Ele me explicou que estava com muitos problemas econômicos”.

Ainda assim, disse que não é um credor atuante, porém tem boa memória: “Não pressionei, mas eu quero receber o que a gente acordou na rescisão do contrato”, afirmou. “Dei a possibilidade para o Inter de parcelar. Não estava no contrato. Isso eu fiz porque eu não queria sair do Inter com nenhum problema.”

“Só a Libertadores importava”

Além da dívida, Fossati também revelou uma mágoa referente à sua saída: “Quando me contrataram a única coisa que falavam era da Copa Libertadores, que não importava mais nada”, contou. “Os argumentos que recebi quando foi dispensado era que os resultados não estavam agradando.”

No entanto, sua briga não é com o clube: “Posso estar magoado com alguma pessoa, mas o Inter não é uma ou duas pessoas. É muita gente, é um clube muito grande e eu continuo agradecido de ter podido trabalhar num time como esse”.




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