“Um tumulto generalizado em um estádio que compreende um canteiro de obras, sem os equipamentos de proteção e prevenção contra incêndio, envolvendo 30 mil ou mais pessoas, poderá gerar uma tragédia sem precedentes na história gaúcha e até brasileira”, destacam os Promotores de Justiça.
De acordo com os autores da ação, por mais que o Inter tente isolar as áreas que estão sendo demolidas, colocando cercas, seguranças e cachorros, se houver um tumulto, a torcida torna-se incontrolável. Assim, na ação, foi pedida a interdição do Complexo Beira-Rio para a realização de eventos enquanto não obtidas as licenças, após findarem as obras.
“O Rio Grande do Sul é o único ente da federação que permite, até o momento, que os estádios em obras possam ser utilizados para a realização de eventos”, ressaltam.
A ação pede fixação de multa por descumprimento no valor de R$ 1 milhão por evento realizado nas condições atuais. O MP não informou quando a ação será julgada.
Ministério Público pede interdição do Beira-Rio durante as obras | Foto: Cristiano Estrela
Inter divulga nota oficial
No início da noite, o Inter divulgou uma nota oficial sobre o pedido do MP. O clube informou que o assunto será tratado pelo departamento jurídico. Em rápida entrevista ao Correio do Povo, o presidente colorado, Giovanni Luigi, resumiu: “Vamos nos defender. Temos um prazo para isso”.
Confira a nota abaixo:
O Sport Club Internacional comunica que o pedido de interdição do Complexo Beira-Rio será analisado pelo departamento jurídico no momento em que ocorrer sua citação na ação, a partir de quando terá 15 dias para apresentar documentação e provas em sua defesa. O Clube tomará todas as providências para prestar os esclarecimentos necessários ao Ministério Público.