O Inter manteve firme sua convicção mesmo durante o período de turbulência no Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao programa Jogo Aberto, da Bandeirantes, nesta quarta-feira, o diretor técnico Abel Braga deixou claro que, apesar da sequência de seis jogos sem vitória, a permanência do técnico Paulo Pezzolano nunca esteve em discussão. “Nunca passou pela nossa cabeça mexer com o treinador”, afirmou.
A declaração ganha ainda mais peso diante da reação recente da equipe, que engatou duas vitórias consecutivas e deixou a zona de rebaixamento. O momento agora é de buscar regularidade e seguir subindo na tabela. O próximo desafio será contra o São Paulo, no dia 1º de abril, no Beira-Rio. Segundo Abel, o clube trabalhou para preservar o ambiente interno durante a fase negativa, evitando que críticas externas afetassem o grupo.
“Não deixamos, em momento algum, que qualquer comentário entrasse no vestiário. Sabemos exatamente o que queremos e temos consciência de que não será mudando que vamos resolver problemas que vêm de anos. Não completamos nem três meses de trabalho”, destacou Abel.
O dirigente também ressaltou a sintonia entre os integrantes da comissão técnica e a troca constante de ideias com Pezzolano, apontando o alinhamento como um dos pilares da retomada. Além disso, fez questão de elogiar o executivo Fabinho Soldado, a quem atribuiu papel importante na organização interna e no fortalecimento do grupo. “Ele nem é soldado, é coronel. Tem um conhecimento muito grande. Conhece o clube e busca melhorar o ambiente do vestiário”, disse.
Mesmo diante das limitações financeiras, Abel destacou que o Inter atuou com critério no mercado, priorizando escolhas pontuais e mantendo total transparência com a comissão técnica. “Contratamos usando a cabeça, observando bem. Sabemos da situação do clube e nunca escondemos nada do treinador, principalmente da parte financeira”, explicou o diretor técnico, que conclui: "Estamos no começo do trabalho e queremos deixar alguma coisa mais duradoura para o clube".