O ex-presidente do Inter Vitorio Piffero foi absolvido em segunda instância no processo que apurava um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma agência de viagens. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15) pelos desembargadores do Tribunal de Justiça por 2 votos a 1. A esposa do ex-dirigente na época, Constance Muller Piffero, também foi absolvida. Em primeira instância, Piffero havia sido condenado a 12 anos e três meses de prisão.
Apesar da decisão favorável, o ex-presidente colorado continua condenado em outros processos relacionados à sua gestão no clube, entre 2015 e 2016. As ações tratam de diferentes núcleos da investigação conduzida pelo Ministério Público, incluindo obras, departamento de futebol e setor jurídico. Esses casos ainda não foram julgados em segunda instância.
No mesmo julgamento desta quinta-feira, os desembargadores mantiveram as condenações do ex-vice-presidente de finanças do Inter Pedro Affatato e de três empresários do setor de turismo. As penas, no entanto, foram reduzidas. Os quatro seguem sujeitos ao cumprimento de prisão em regime fechado.
A denúncia contra os envolvidos foi apresentada pelo Ministério Público em 2021, no âmbito da Operação Rebote, iniciada em 2018. Segundo a acusação, os investigados se beneficiaram de desvios de recursos e de vantagens pessoais decorrentes da relação comercial do clube com empresas de turismo. Entre os benefícios apontados estavam o custeio de viagens e a obtenção de uma caminhonete Toyota SW4.
A decisão desta quinta-feira se restringe a esse processo e não altera a situação judicial de Piffero nas demais ações relacionadas à administração do Inter. Os outros casos seguem em tramitação e ainda aguardam análise em segunda instância.