“Me surpreendeu e surpreendeu a todos, inclusive os atletas, a forma que foi. Mas nós temos que virar a página.” A declaração do presidente do Criciúma, Pedro Paulo Canella, resume a maneira, segundo ele, inesperada como Eduardo Baptista deixou o clube catarinense para assumir o comando do Inter. O treinador, que ainda dirigiu o Tigre na derrota por 2 a 0 para o Operário-PR, na noite de terça-feira, foi contratado pelo Colorado após o pagamento de R$ 300 mil referente à multa rescisória.
Segundo Canella, não havia qualquer indicação de que Eduardo Baptista pretendesse deixar o Criciúma antes da investida colorada, embora a pressão da torcida pela demissão do profissional já fosse grande. “Eu não tive uma sinalização tanto do staff quanto do Eduardo sinalizando que ele queria sair. Não teve contato nenhum, não teve negociação nenhuma. Quando vimos que os ruídos foram muito grandes, a gente começou a agir, falamos com o próprio empresário do Eduardo e começamos a tomar as definições”, afirmou o dirigente.
A saída ocorreu justamente quando o treinador enfrentava pressão após uma sequência de resultados ruins: a derrota para o Operário foi a quinta em seis rodadas e deixou o Criciúma na sexta posição da Série B, com a segunda pior campanha do returno.
Filho de Nelsinho Baptista, técnico que comandou o Inter e deixou o clube de forma traumática em 1996, Eduardo construiu uma carreira de mais de uma década como treinador. Começou no Sport, em 2014, e também trabalhou em clubes como Palmeiras, Fluminense, Ponte Preta, Coritiba, Vila Nova, CSA, Mirassol e Juventude, onde teve sua experiência mais recente na Série A, em 2022. No Criciúma, havia conseguido colocar a equipe na parte de cima da tabela antes da queda de rendimento nas últimas rodadas.