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Recuperar Borré é desafio de Pezzolano para dar tranquilidade ao Inter em 2026

Em média, atacante colombiano fez menos gols no Inter do que nos outros clubes pelos quais passou

Uma das tarefas de Paulo Pezzolano é recuperar o bom futebol de Rafael Borré
Uma das tarefas de Paulo Pezzolano é recuperar o bom futebol de Rafael Borré Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Um dos principais desafios de Paulo Pezzolano no comando do Inter passa diretamente pela retomada do bom futebol de Rafael Borré. A equação é simples e, ao mesmo tempo, decisiva para o futuro colorado: se o colombiano voltar a render o que já apresentou em outros momentos da carreira e fizer gols, o time amplia consideravelmente as chances de viver uma temporada mais estável. Caso contrário, o risco de um novo ano turbulento aumenta, sobretudo diante da limitação financeira do clube para realizar grandes investimentos.

Internamente, a avaliação é de que a entrega nunca foi um problema. Pessoas que acompanharam de perto o dia a dia do vestiário asseguram que vontade e comprometimento jamais faltaram ao atacante. Um episódio da reta final do Brasileirão do ano passado ajuda a dimensionar esse envolvimento. Quando o rebaixamento parecia iminente, Borré teve uma conversa com o presidente Alessandro Barcellos na qual manifestou o desejo de permanecer no clube mesmo em caso de queda.

Na ocasião, Barcellos ponderou que dificilmente teria condições de honrar salários do patamar do colombiano em um cenário de Série B. Borré respondeu que estava disposto a ficar e aceitar uma redução salarial. “Se acontecer o pior, quero ajudar o Inter a voltar ao seu lugar”, teria dito o atacante, segundo relatos do presidente a amigos.

Vontade, no entanto, pode não ser suficiente. Ciente disso, Pezzolano planeja testar alternativas táticas para potencializar o rendimento do camisa 19. Uma das ideias em estudo é a utilização de dois atacantes, em um modelo que remeta ao River Plate de 2018, quando Borré viveu o auge da carreira atuando ao lado de Lucas Pratto. Foi naquele contexto que o colombiano apresentou seu futebol mais eficiente e decisivo.

Contratado em 2024 por 6,2 milhões de euros junto ao Eintracht Frankfurt, a segunda maior compra da história do Inter, atrás apenas de Nico López, Borré chegou ao Beira-Rio cercado de expectativas. A promessa era de formar dupla com Enner Valencia, que deixou o clube no ano passado, ou assumir o protagonismo ofensivo. Nenhuma das duas alternativas se consolidou até agora.

Histórico e currículo não faltam. Revelado pelo Deportivo Cali, Borré foi negociado ainda jovem com o Atlético de Madrid, passou pelo Villarreal e alcançou o ponto mais alto da carreira no River Plate, onde conquistou a Libertadores de 2018, eliminando o Grêmio na semifinal com direito a gol na Arena. Depois, foi vendido ao Eintracht Frankfurt e emprestado ao Werder Bremen antes de desembarcar em Porto Alegre.

Os números da carreira também sustentam a expectativa: são 123 gols em 429 jogos, média de um gol a cada 3,5 partidas. No Inter, o desempenho é um pouco inferior. São 19 gols em 76 jogos, média de um a cada quatro partidas. Ainda assim, o próprio retrospecto no clube indica que há margem para evolução. Na primeira temporada com a camisa colorada, Borré marcou 11 vezes em 29 jogos, com média de um gol a cada 2,6 partidas.

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