Arrancada animadora
Tudo começou bem. Apesar de certa indisposição da torcida, Roth agradou em seus primeiros confrontos à frente do Inter. O time, após classificações difíceis na Libertadores, voltou a jogar bem, eliminou o São Paulo e passou pelo Chivas, na final do torneio continental. Antes irônicos, os gritos “Fica, Celso Roth” foram entoados como incentivo pela torcida.
No Brasileirão, a arrancada de Roth chegou a fazer com que os torcedores sonhassem com o título nacional. Esperança, essa, mantida até meados do segundo semestre, quando o clube perdeu pontos importantes, que afastaram a ponta de cima da tabela. A justificativa usada à época sempre foi a mesma: "Planejamento visando o Mundial de Clubes".
Nem liderança na Libertadores foi suficiente
Em Abu Dhabi, o Inter chegou como favorito, uma vez que o principal concorrente, a Inter de Milão, atravessava grave crise. Pachuca, Seongnam e Mazembe despontavam não mais que meros coadjuvantes do torneio da Fifa. Porém, não foi isso que aconteceu, e o Inter foi eliminado pelo até então desconhecido Mazembe, por 2 a 0. Na ocasião, Roth quase foi demitido, mas o então vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, e o ex-técnico colorado Abel Braga convenceram Roberto Siegmann a mantê-lo. Neste ano, o Inter começou a disputa da Libertadores como favorito. Apesar do empate frustrante, sofrido no último minuto, contra o Emelec, no Equador, o clube embalou a seguir, com três goleadas sobre Jaguares e Jorge Wilstermann, duas vezes. Mas as atuações não convenceram torcida e direção e a derrota por 1 a 0 para o Jaguares acabou sendo determinante na queda de Roth.