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Sem recursos, Inter tenta enxugar elenco para abrir espaço a reforços

A duas semanas da volta do Brasileirão, Colorado anunciou apenas Maripán, vendeu Borré e ainda mantém no elenco jogadores fora dos planos

Fabinho Soldado tem a missão de melhorar o grupo de jogadores mesmo sem dinheiro para investir
Fabinho Soldado tem a missão de melhorar o grupo de jogadores mesmo sem dinheiro para investir Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

A duas semanas da retomada das competições, o Inter ainda promoveu poucas alterações em seu elenco. Até o momento, o clube oficializou apenas a contratação do zagueiro Guillermo Maripán e concretizou somente a venda do atacante Rafael Borré. Enquanto isso, atletas que perderam espaço ou sequer fazem parte dos planos do técnico Paulo Pezzolano permanecem no grupo, aumentando a folha salarial e dificultando a chegada de novos reforços.

O cenário preocupa porque o Colorado volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no dia 22 de julho, diante do Cruzeiro, no Beira-Rio. Após 18 rodadas, a equipe ocupa a 14ª colocação, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento, o que torna a necessidade de uma reação ainda mais urgente.

Apesar da busca por novos jogadores, a direção encontra um obstáculo conhecido: a limitação financeira. Sem recursos para investir, o clube depende da redução de despesas e da realização de novas negociações para voltar ao mercado. A chegada de Maripán, que já trabalha com o restante do elenco no CT Parque Gigante desde a semana passada, é insuficiente para dar ao técnico Paulo Pezzolano opções confiáveis parar os compromissos do segundo semestre.

Em contrapartida, alguns atletas seguem treinando normalmente, embora tenham poucas perspectivas de utilização. O volante Richard é o caso mais emblemático. Ele não entrou em campo em 2026 e continua sem espaço. Também vivem situação semelhante o zagueiro Clayton Sampaio, que perdeu prestígio na disputa por posição, o volante Ronaldo e o meia Bruno Tataba, ambos com participação discreta no primeiro semestre.

Nos bastidores, a avaliação é de que novas saídas são fundamentais para aliviar a folha de pagamentos e criar margem para reforçar o grupo. A transferência de Rafael Borré para o River Plate, já oficializada, representou um primeiro passo. O negócio rendeu cerca de 3,5 milhões de dólares — aproximadamente R$ 18 milhões — aos cofres colorados. A expectativa da direção é conseguir negociar outros jogadores nas próximas semanas.

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