“Volto para uma casa que jamais deixou de ser minha. É assim que me vejo. Mesmo quando estava trabalhando em Dubai, no outro lado do mundo, me preocupava com o que acontecia nessa casa. Por isso, me sinto muito feliz e pronto pra esse desafio”, comentou o treinador.
Das mãos da diretoria do Inter, o comandante colorado recebeu uma camisa com o número 3. “Interessante o que está escrito aqui em cima: baú do tesouro colorado”, descreveu. “Minha vida começou muito cedo aqui no Inter. Com 36 anos, em 1988, e continua perdurando. Isso é sinônimo de total identificação, lealdade e honestidade. Aí você consegue criar dentro de uma instituição tão grande uma relação humana exemplar”, acrescentou.
Melhorar os resultados no campo nos últimos anos será o principal desafio de Abel na equipe colorada. Para ele, o time tem que voltar a jogar como em 2006. "Precisamos reconquistar uma coisa que ganhamos no campo e que no campo também foi perdida. Que a gente possa tirar esses números ruins da campanha do ano que vem e que possa ser primeiro”, projetou.
Vestiário
A relação entre os jogadores deverá ser um dos principais pontos do comando de Abel na próxima temporada. Para o ídolo colorado, o clima no vestiário tem que ser bom para o time alcançar os títulos almejados. “Só se ganha com ambiente bom, com vestiário ruim não se chega a lugar algum. Mas também não quero vestiário de freira", brincou.
Além do grupo colorado, a convivência tem de ser boa entre os dirigentes, observou o treinador. “As pessoas que comandam esse clube são amigas. Sei que daqui poucas semanas três novos amigos serão feitos. Existe transparência e uma relação de verdade.”