Esportes

Júlia Coutinho é campeã de solo em Etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística

A seleção brasileira conquistou outras seis medalhas na Eslovênia

Júlia Coutinho ganha ouro no solo em final de Copa do Mundo na Eslovênia
Júlia Coutinho ganha ouro no solo em final de Copa do Mundo na Eslovênia Foto : Filippo Tomasi / CBG / CP

Subir no lugar mais alto do pódio e ouvir o hino do Brasil não é para qualquer um. Mas a estreante em etapas de Copa do Mundo de Ginástica Artística, Júlia Coutinho, nunca foi só mais uma. Neste domingo, a ginasta confirmou o favoritismo e se consagrou medalhista de ouro na final de solo, em Koper, na Eslovênia.

Ao som de “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, a flamenguista de 15 anos superou a sua nota nas classificatórias (12.966) e pontuou 13.100, encantando o público com a sua coreografia e acrobacias de alto grau de dificuldade.

Júlia Coutinho começou a se interessar pelo esporte após assistir na televisão as Olimpíadas do Rio 2016. Inspirada em Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, que na ocasião foi finalista olímpica de trave, a jovem ginasta passou a treinar junto com as ídolas e, atualmente, figura entre os talentos da modalidade.

Atleta tem carta na manga

A atleta ainda guarda na manga uma tripla pirueta, que não apresentou na competição, mas que pode aumentar a sua nota de dificuldade e contribuir para que ela se firme como especialista nesse aparelho para a seleção brasileira.

E Coutinho não subiu ao pódio sozinha. Em dobradinha, a também estreante Gabriela Barbosa, do Pinheiros, apresentou uma série cravada e ficou com a vice-liderança, somando 12.733. Barbosa já trazia na bagagem a prata conquistada na prova de barras assimétricas, no dia anterior.

A base vem forte

Gabriela Bouças, do Flamengo, medalhou nos dois dias de finais por aparelho na sua primeira Copa do Mundo. No sábado, ela garantiu o bronze nas barras assimétricas, com 12.166, atrás apenas da compatriota e xará Barbosa, que somou 12.266, e de Lucija Hribar, ginasta da casa, que levou a melhor nota do dia, 12.400.

Já no domingo, Bouças pesou ainda mais o pescoço, subindo novamente em terceiro lugar, dessa vez na final de trave, onde pontuou 12.633. A vitória ficou com Georgia-Mae Fenton, que integrou a equipe britânica nas Olimpíadas de Paris 2024.

No naipe masculino, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) optou por levar um time misto, mesclando veteranos e novatos. A escolha se provou acertada com a dobradinha de Lucas Bittencourt e Patrick Sampaio na barra fixa.

Bittencourt, do Minas Tênis Clube (MTC), que terminou com a medalha dourada (13.500), já representa a seleção há mais de uma década. Sampaio, do Pinheiros, vem ganhando cada vez mais espaço em campeonatos internacionais, e arrematou a prata (13.466).

Próximos passos

O principal torneio da temporada é o Campeonato Mundial, em outubro, e os bons resultados conquistados na Eslovênia podem contribuir para a CBG convocar um time mesclado.

Esses novos nomes têm a chance de serem somados ao das grandes estrelas da modalidade, como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, que não competem internacionalmente desde Paris 2024.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

Veja Também