A partir deste sábado, 2655 atletas de 204 Comitês Olímpicos Nacionais e a Equipe Olímpica de Refugiados estarão em Dakar, no Senegal, para os Jogos Olímpicos da Juventude 2026. O primeiro evento Olímpico em solo africano conta com 153 eventos de medalha, 73 femininos e 73 masculinos, com sete eventos mistos.
A delegação brasileira é composta de 35 atletas, disputando 16 modalidades diferentes. O país terá representantes no atletismo, badminton, beach wrestling, boxe, esgrima, ginástica artística, handebol de praia, hipismo saltos, judô, natação, remo costal, skate (street), taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei de praia.
O Brasil participou de todas as edições de Verão dos Jogos Olímpicos da Juventude desde a primeira, em 2010. No total, o país conquistou 37 medalhas, sendo 11 de ouro, 15 de prata e 11 de bronze, em 15 modalidades.
Entre os destaques do Time Brasil estão Clarisse Vallim, de 15 anos, que recentemente tornou-se bicampeã mundial cadete, em Guayaquil, no Equador, e Kevin Aguero, que estabeleceu novo recorde brasileiro e sul-americano no Campeonato Brasileiro Interclubes sub-18 nos 400m com barreiras. Para a cerimônia de abertura, entretanto, a amazona Anna Katharina Brukhnova e o nadador Luiz Daniel Costa Moura serão os porta-bandeiras.
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A idade máxima para os participantes dos Jogos Olímpicos da Juventude é de 17 anos, com requisitos de faixa etária alinhados com as respectivas Federações Internacionais dos esportes presentes no programa, a fim de tornar factível o desenvolvimento de atletas de elite.
Para Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a participação nos Jogos Olímpicos da Juventude evidencia a importância de um processo contínuo de formação esportiva, com os clubes sendo importantes pilares para o desenvolvimento do esporte brasileiro, garantindo espaço, estrutura e oportunidades para diversas modalidades.
“Os Jogos Olímpicos da Juventude representam uma etapa importante na formação de novos talentos e mostram como o desenvolvimento esportivo exige um trabalho contínuo. Investir na formação desde a base é essencial para ampliar as possibilidades de desenvolvimento dos atletas e preparar as próximas gerações para se tornarem protagonistas em competições olímpicas", destaca Paulo Maciel.
Um dos grandes desafios é garantir que os jovens consigam permanecer no esporte durante o processo de formação, especialmente em períodos sem grandes competições. Para Vanessa Pires, CEO da Brada, plataforma que conecta investidores a projetos de impacto positivo, incentivos governamentais como o Bolsa Atleta são essenciais para que os atletas consigam focar em seu desempenho.
“É necessário garantir condições para que os jovens permaneçam no esporte e tenham acesso à preparação adequada. O Bolsa Atleta exerce uma função importante ao oferecer suporte financeiro para que talentos brasileiros possam se dedicar integralmente às suas modalidades. Esse investimento é fundamental para que esses jovens continuem evoluindo e possam representar o Brasil em competições de alto nível”, destaca Vanessa.