O MP foi procurado pela reportagem, mas não pretende se manifestar até a decisão judicial sobre o caso, a cargo da juíza Elaine Maria Canto da Fonseca. O Tribunal de Justiça confirmou que os outros dois indiciados também foram incluídos na denúncia, mas não detalhou quais são as acusações.
No dia do confronto, quatro torcedores do Inter denunciaram agressões e precisaram ser atendidos em hospitais da Capital depois de um suposto ataque com facas de integrantes da Guarda, dissidentes da Popular do Inter. Segundo a Brigada Militar (BM), pelo menos três jovens foram esfaqueados. O outro ferido é um homem de 40 anos que teria sido agredido a socos e pontapés por estar filmando a briga.
Outros torcedores podem responder por lesão corporal. Os casos serão encaminhados ao Juizado Especial por se tratar de crime de menor potencial ofensivo. Em 10 dias, cerca de 20 pessoas foram ouvidas pela polícia.
A titular da 20ª Delegacia de Polícia da Capital, Sílvia Regina Cóccaro, também pediu à Justiça que os torcedores sejam proibidos de frequentar o complexo esportivo do Beira-Rio e outros eventos esportivos por um ano, conforme o artigo 39 do Estatuto do Torcedor.
No início de dezembro, a direção do Inter anunciou as extinções da Popular do Inter e da Guarda - com a proibição do ingresso de instrumentos, faixas, bandeiras, e de colorados cadastrados, com ingressos subsidiados -, mas ainda não impôs punições individuais. A promesssa é de que a possíveis exclusões do quadro social do clube seriam analisadas depois da investigação policial.