A Justiça brasileira ordenou o bloqueio de R$ 188,8 milhões em bens do atacante Neymar e de seu grupo empresarial como uma medida preventiva, após a Procuradoria da Fazenda Nacional acusá-lo de sonegação de impostos entre 2011 e 2013. "Verifico que foi aplicada a multa agravada de 150% (...), sendo exigido o pagamento de 188.820.129,25 reais, dos quais 63.591.796,06 a título de imposto de renda e o restante a título de multas e juros relativos aos acontecimentos do ano-calendário de 2011 a 2013", determinou o desembargador Carlos Muta, do Tribunal Regional Federal (TRF), em sua decisão.
O bloqueio havia sido negado em primeira instância. De acordo com o juiz Muta, Neymar teria "tributado indevidamente" parte da renda de seus últimos anos no Santos, clube que o descobriu, bem como em sua polêmica transferência ao Barcelona, em maio de 2013. Uma das operações sob suspeita é o pagamento feito pelo Barça dois anos antes de assinar o contrato de "direito de preferência", que segundo a justiça espanhola foi de 10 milhões de euros, que não foram tributados corretamente.
Parte dos ativos das empresas do grupo Neymar no Brasil, no valor de R$ 244,2 milhões, também foram bloqueados uma vez que, de acordo com uma declaração de bens no final de 2013, o ídolo era titular como pessoa física de apenas 8,05% dos ativos do grupo, pouco mais de 19,6 milhões de reais. O brasileiro, de 23 anos, é, no entanto, considerado pelo desembargador como "o único responsável pela obtenção de rendimentos" destas empresas.
Justiça brasileira ordena bloqueio de R$ 188 milhões de Neymar
Atacante teria tributado indevidamente parte da renda de seus últimos anos no Santos