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Justiça da Suíça investiga 28 novos casos sobre Fifa

Eleições para as Copas de 2018 e 2022 estão na mira de procuradores

Justiça da Suíça investiga 28 novos casos sobre Fifa
Justiça da Suíça investiga 28 novos casos sobre Fifa Foto : Fabrice Coffrini / AFP / CP
Em meio ao escândalo de corrupção na Fifa, que levou sete dirigentes da entidade para a cadeia, dentre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, as suspeitas de irregularidades nas escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Qatar, continuam. Nesta segunda-feira, o órgão fiscal geral da Suíça, onde fica a sede da entidade, informou que foram localizados 28 novos casos suspeitos de lavagem dinheiro, todos relacionados às eleições das sedes dos Mundiais, ocorridas em 2010. Ao todo, já são mais de cem casos semelhantes investigados pela Justiça suíça.

"A Oficina do Fiscal Geral recebeu a apresentação de 28 novos informes suspeitos. Todos estão relacionados com a investigação das eleições para os Mundiais de 2018 e 2022", afirmou o porta-voz da Procuradoria suíça, André Marty.

Diante destes fatos, o Fisco de Zurique convocará oito membros do Comitê Executivo da Fifa que votaram para a escolha das sedes dos Mundiais e que ainda fazem parte da Fifa. São eles o presidente Joseph Blatter que já renunciou, mas que ainda continua à frente da entidade, que terá eleições entre o fim de 2015 e o início de 2016 -, o presidente da Federação Espanhola Ángel Villar, Issa Hayatou (Camarões) Michel D'Hooge (Bélgica), Senes Erzik (Turquia), Marios Lefkaritis (Chipre), Hany Abo Rida (Egito) e Vitaly Mutko, ministro de Esportes da Rússia.

"A investigação será longa, tanto pelo volume de dados quanto pela complexidade deles. Pode levar anos, mas chagaremos ao final", disse Michael Lauber, fiscal suíço.