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Justiça suíça absolve Michel Platini e Sepp Blatter em caso de corrupção

Caso levou quase 10 anos de investigação

Platini, que era considerado o sucessor natural de Blatter, sempre defendeu sua inocência
Platini, que era considerado o sucessor natural de Blatter, sempre defendeu sua inocência Foto : Fabrice Coffrini / AFP

Após quase 10 anos de investigações, a absolvição de Michel Platini e Sepp Blatter em um caso de suposta corrupção foi confirmada e é definitiva. O Ministério Público da Confederação (MPC) da Suíça anunciou nesta quinta-feira (28) que desistiu de recorrer da decisão, que já havia sido emitida em primeira e segunda instâncias. A Promotoria, que por duas vezes havia solicitado pena de prisão, encerra o processo por falta de evidências convincentes.

Platini, que era considerado o sucessor natural de Blatter, sempre defendeu sua inocência. Ele classificou o caso como uma manobra política para impedi-lo de assumir a presidência da Fifa.

O foco da acusação e a versão da defesa

O caso girava em torno de um pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 13,6 milhões) que Michel Platini recebeu da Fifa em 2011. A acusação classificou a transação como uma "fatura falsa", alegando que o pagamento foi obtido ilegalmente.

No entanto, a defesa de ambos os ex-dirigentes argumentou que o valor correspondia a uma dívida referente ao trabalho de Platini como conselheiro de Blatter entre 1998 e 2002. Eles insistiram que haviam feito um "acordo de cavalheiros" no início da relação, estipulando um salário anual de 1 milhão de francos suíços, mas que a Fifa só pôde pagar a diferença em 2011 por dificuldades financeiras na época.

Consequências e ascensão de Infantino

A revelação do caso em 2015, logo após a queda de Sepp Blatter por outros escândalos, teve um impacto decisivo na carreira de Platini. O ex-jogador foi forçado a se afastar da corrida pela presidência da Fifa, abrindo caminho para que Gianni Infantino, seu braço direito na Uefa, assumisse o comando da entidade máxima do futebol.

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