Morreu, nesta quinta-feira, João Leiva Campos Filho, um dos grandes ídolos do Palmeiras. Leivinha foi um meia-atacante de toques rápidos, presença de área e excelente finalização, figurando entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco que mais foram às redes pelo Verdão em Campeonatos Brasileiros.
Nascido em Novo Horizonte (SP), em 11 de setembro de 1949, começou no futebol aos 15 anos de idade, em Lins (SP). As boas atuações pelo Linense renderam uma oportunidade na Portuguesa em 1966, e o bom desempenho pela Lusa alçou o jogador ao Palmeiras.
Leivinha foi peça-chave da Segunda Academia, lendário time do Palmeirasda década de 1970. Em pouco mais de quatro anos pelo Verdão, faturou um bicampeonato brasileiro e um bi paulista, além de diversos outros troféus nacionais e internacionais.
Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi o gol anulado na final do Campeonato Paulista de 1971, contra o São Paulo. Na ocasião, Leivinha marcou de peixinho, mas o árbitro Armando Marques anulou o gol, alegando que ele havia usado a mão. O gol anulado custou o título ao Palmeiras.
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Serviu à Seleção Brasileira diversas vezes, inclusive na Copa do Mundo de 1974, e ficou marcado eternamente na história da equipe canarinho por ter feito o 1.000º gol da história da Seleção, em 27 de maio de 1973, contra a Bolívia, no Maracanã. Entre 1968 e 1978, fez 27 partidas e sete gols.
Em 1975, foi vendido ao Atlético de Madrid. Foram 90 partidas e 41 bolas na rede pelo clube espanhol, que o tem como um de seus grandes ídolos.
O craque se aposentou no São Paulo, em 1979. Devido a uma lesão no joelho, acabou encerrando a carreira precocemente, com apenas 29 anos.