De volta ao lar. Nesta quarta-feira, mais quatro integrantes da seleção feminina de futebol do Irã, da qual 14 membros solicitaram asilo na Austrália, retornaram ao seu país de origem. Após cruzarem o posto de Gürbulak, na Turquia, que faz fronteira com o Irã, o grupo que vestia o uniforme oficial da delegação, embarcou em um ônibus rumo à fronteira com o seu país. Entre as atletas, estava a capitã Zahra Ghanbari. Agora, apenas duas jogadoras permaneceram em solo australiano.
As 26 integrantes da delegação iraniana chegaram à Austrália poucos dias antes do início dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos que provocaram a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. No dia 10 de março, durante a concentração para a Copa da Ásia, boa parte da delegação retornou para casa.
Em meio à guerra, sete integrantes da delegação feminina iraniana, seis jogadoras e um membro da comissão técnica, haviam inicialmente buscado asilo na Austrália após serem consideradas “traidoras” em seu país por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida.
Organizações de direitos humanos têm acusado repetidamente as autoridades iranianas de pressionar atletas femininas no exterior, ameaçando suas famílias ou confiscando seus bens caso desertem ou façam declarações contra a República Islâmica. Por sua vez, as autoridades iranianas acusam a Austrália de pressionar as jogadoras a permanecerem no país.
*Com supervisão de Luiz Felipe Cordeiro