Mancini defendia a Inter de Milão naquela época, enquanto a grande estrela do atual elenco do Flamengo era jogador do Milan. A procuradoria de Milão havia pedido pela aplicação de uma sentença de três anos e oito meses de prisão ao brasileiro, que, em fevereiro passado, afirmou estar sendo vítima de uma "farsa".
Após a suspeita de agressão sexual, a mulher de 30 anos foi atendida em um centro médico local e em seguida oficializou a acusação contra Mancini, que foi negociado em janeiro para o Atlético-MG. O jogador brasileiro negou as acusações e disse que a relação que teve com a modelo, na ocasião, ocorreu em comum acordo entre as partes.
A Gazzetta dello Sport ainda noticiou que Geraldo Eugenio do Nascimento, de 56 anos, amigo de Mancini, foi condenado a dez meses de prisão após ter sido acusado de atrapalhar as investigações sobre o caso e de tentar persuadir a modelo brasileira a retirar a acusação contra o atleta.
Em abril, durante o período do andamento do processo contra Mancini, o procurador Elio Ramondini disse que o jogador aproveitou o estado de embriaguez da modelo em questão para obrigá-la a ter relações sexuais com ele. Na ocasião, ela teria pedido para que o atleta a levasse ao seu apartamento, mas o meio-campista teria mudado essa rota pedida pela modelo e a levado ao seu próprio apartamento em Milão. E, no local, ele teria se aproveitado do fato de a mulher estar inconsciente para violentá-la sexualmente, segundo noticiou o jornal italiano nesta segunda.
No último domingo, Mancini substituiu Daniel Carvalho durante o confronto no qual o Atlético-MG goleou o Botafogo por 4 a 0, em Sete Lagoas, e se livrou do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A equipe figura na 13ª posição, com 45 pontos, e enfrentará o Cruzeiro no próximo domingo, no clássico em que o time cruzeirense terá de lutar para escapar do descenso à Série B.