O Ministério Público Federal do Brasil investigará, junto com os ministérios públicos do Bolívia e da Colômbia, as causas do acidente com a avião da Lamia, que levava a delegação da Chapecoense e caiu no dia 29 de novembro próximo a Medellín, na Colômbia, provocando a morte de 71 pessoas.
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O procurador-geral da Bolívia, José Guerrero Peñaranda, convidou o representante brasileiro e o colombiano para uma reunião nesta quarta-feira em Santa Cruz de la Sierra, para analisar o caso “que acabou com a vida de jogadores da Chapecoense, jornalistas e tripulação”. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o procurador-geral, Rodrigo Janot, enviará representante para a reunião.
Peñaranda já fez contato com a unidade de cooperação e relações internacionais para obter dados sobre o acidente. Setenta e uma pessoas morreram e seis ficaram feridas.
A aeronave da Lamia partiu da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra rumo a Medellín, em um trajeto de aproximadamente 3 mil km, exatamente o mesmo que a autonomia de voo da aeronave. Ainda assim, o comandante não fez escalas para reabastecimento.
O governo da Bolívia investiga se a companhia aérea recebeu autorização para operar no país, já que foram encontrados indícios de tráfico de influência e omissão de denúncia. Um gerente da Lamia teria relações diretas com um servidor da Direção Geral de Aeronáutica Civil (Dgac), agência reguladora de aviação civil boliviana.
Ministério Público do Brasil atuará na investigação do acidente da Chapecoense
Avião que transportava a delegação da Chapecoense caiu vitimando 71 pessoas