Morte de Diego Maradona emociona argentinos e fãs de futebol pelo mundo

Morte de Diego Maradona emociona argentinos e fãs de futebol pelo mundo

Torcedores colocaram velas, flores e cartazes ao redor do estádio La Bombonera na Argentina

Correio do Povo

Torcedores colocaram flores e velhas ao redor do estádio Bombonera nesta quarta-feira

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A morte de Diego Maradona, com 60 anos, chegou como uma surpresa nesta quarta-feira comovendo o mundo do futebol e demais simpatizantes que fizeram dele um ídolo do futebol da Argentina. De acordo com a autoridade médica, Maradona teve uma parada cardiorrespiratória e não sobreviveu. No início da tarde, as notícias sobre o falecimento do jogador já tomavam as manchetes e ressoavam no mundo inteiro. 

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A mobilização teve início na internet com declarações emotivas sobre o jogador, mas em seguida já foi vista nas ruas da Argentina e da Itália, dois países marcantes na carreira e na vida de Maradona. No La Bombonera, estádio do Boca Juniors, time no qual Maradona foi ídolo máximo, foram colocadas homenagens à beira das grades que cercam o local. Vídeos que circulam pela internet mostram também torcedores chorando desolados pela perda. A comoção de adultos, idosos e crianças mostra que a trajetória do camisa 10 rompeu qualquer fronteira entre gerações.

"Não acredito, é uma coisa inacreditável, a gente acha que (ídolos como Maradona) podem passar por todos os obstáculos, mas vimos que não, eles acabam sendo todos mortais. Estou digerindo, me sinto em um pesadelo. Sinto que é um piada. Quero acreditar que é uma piada", desabafou Francisco Salaverry, 28 anos, à AFP em Buenos Aires.

Muitos restaurantes, bares e lojas ostentam uma imagem de "el Diego", como era conhecido familiarmente. Alguns painéis municipais, que costumam alertar sobre acidentes de trânsito, dizem "Obrigado, Diego". A bandeira argentina foi pendurada em várias varandas.

A Igreja Maradoniana, formada por seguidores do "deus" Maradona, convocou um comício em sua homenagem às 18h de hoje no Obelisco, tradicional ponto de encontro das festas do futebol em Buenos Aires. "Não posso falar agora. Vou ao Obelisco hoje", disse Guillermo Rodríguez, fã que no dia 30 de outubro, para comemorar os 60 anos de Maradona, fez a décima tatuagem de seu ídolo, o "d10S", uma combinação de letras e números que soa como a palavra deus. Rodríguez, aos 42 anos, chora. Ele não poderá realizar seu maior sonho de abraçar o camisa 10.

Foto: Alejandro Pagni / Divulgação / CP

Na Itália o jogador também deixou sua marca. Foi no Napoli que ele viveu sua época mais gloriosa e conquistou seus únicos dois títulos nacionais (1987 e1990). "Todo o mundo espera nossas palavras, mas que palavras podemos usar para expressar uma dor como a que sentimos? Neste momento, é hora das lágrimas, então chegará a hora das palavras", publicou o time nas redes sociais.

Em solo italiano, as homenagens a Maradona iniciaram ainda na tarde de hoje, poucas horas depois do anúncio da morte. Apesar do momento crítico da pandemia no país, torcedores tomaram as ruas com fotografias e bandeiras que lembravam o jogador argentino. Parte dos envolvidos se reuniram junto a um mural pintado à mão com a imagem de Maradona na cidade de Nápoles. 

Foto: Carlo Hermann / AFP / CP

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, não foi diferente. Enquanto o Boca Juniors se preparava para enfrentar o Inter à noite pela Copa Libertadores, a notícia da morte de Maradona supreendeu a todos. Horas depois, a Conmebol confirmou o adiamento da partida para 2 de dezembro em decorrência do luto – que também foi decreto na Argentina pelo presidente Alberto Fernández. Em frente ao prédio onde a delegação do Boca Juniors estava hospedada, um torcedor argentino fez sua manifestação de luto empunhando uma bandeira.

Foto: Ricardo Giusti


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