O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, se reuniu nesta quarta-feira com o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Dornelles, e o Promotor de Justiça da Promotoria do Torcedor José Francisco Seabra Mendes Júnior. O encontro ocorreu em razão da aprovação da Câmara de Vereadores do projeto de lei que autoriza a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol. Os representantes do Ministério Público são contra a sanção da lei por parte do chefe do Executivo da Capital.
De acordo com o Promotor Seabra Mendes Júnior, que atua com a matéria desde setembro de 2013, os resultados obtidos com a proibição da venda de bebidas alcoólicas são positivos. As 19 ocorrências registradas nos últimos dois jogos do Beira-Rio, por exemplo, ocorreram somente antes do início das partidas”, disse.
Seabra usou a torcida mista no Gre-Nal como um resultado positivo da medida. Segundo ele, o setor com torcedores e colorados juntos só foi possível pela proibição da venda de bebidas alcoólicas. “Se não estivéssemos fazendo um trabalho sistemático com foco na segurança e na qualificação do ambiente nos estádios de futebol, não teríamos conseguido realizar, por exemplo, o Gre-Nal com torcida mista, uma ideia que, ao ser apresentada, parecia de impossível execução”, ressaltou.
Segundo Marcelo Dornelles, o Rio Grande do Sul é atualmente uma referência na área de segurança nos estádios e o projeto de lei aprovado pelos vereadores, caso sancionado, “representará um retrocesso".
Durante a reunião, os membros do MP ainda trataram sobre outras iniciativas que consideram importantes para redução da violência nos estádios. Para o Promotor do Torcedor, é fundamental que os fiscais da Smic atuem com rigor no cumprimento da lei que proíbe o comércio ambulante de bebidas alcoólicas no entorno dos estádios em dias de jogos, assim como na cobrança de alvarás dos bares instalados nesses locais.
MP defende veto a projeto que libera bebidas nos estádios em reunião com Fortunati
Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou proposta, que depende de sanção do prefeito