Esportes

‘O nível mais alto de disputa no skate park está no Brasil’, diz técnico da seleção

Edgard Vovô está em Porto Alegre para acompanhar o STU Pro Tour e lembra que país destaca-se no ranking mundial da modalidade

Edgard Vovô é técnico da seleção brasileira de skate park
Edgard Vovô é técnico da seleção brasileira de skate park Foto : Carlos Corrêa / Especial CP

O entusiasmo das arquibancadas montadas na Orla do Guaíba com as manobras dos skatistas brasileiros pode soar parcial, mas traz junto consigo uma verdade. O alto nível dos brasileiros na modalidade park não é apenas uma ilusão dos torcedores compatriotas. Na categoria, nenhum país tem mais representantes entre os 30 melhores do ranking do que o Brasil: são sete entre os homens e cinco entre as mulheres. Os EUA têm o mesmo número, enquanto mais abaixo estão Japão (oito) e Austrália (cinco).

"Em termos de disputa para vaga em Olimpíada, não tenho dúvida que o nível mais alto e disputado é o do Brasil", afirma Edgard Vovô, técnico da seleção brasileira, que está na Capital acompanhando o STU Pro Tour. Para ele, pelo menos em termos de visibilidade, a inclusão do skate no programa olímpico a partir de Tóquio-2020 mudou o status da modalidade. E o Brasil foi o país que melhor soube aproveitar o embalo.

Para que se tenha ideia, do Top 5 mundial hoje, três nomes são brasileiros no masculino: Augusto Akio (2º), Pedro Barros (4º) e Luigi Cini (5º). Todos aliás, estão em Porto Alegre para a disputa do STU Pro Tour. Com tamanho nível de qualidade, supõe-se que a rivalidade seja grande. O que não poderia estar mais errado. Em todo e qualquer evento, é evidente um senso de comunidade entre os skatistas como poucos outros esportes têm. "O skate não é apenas um esporte de competição. Não que todo mundo não queira ganhar, claro", pondera Edgard.

Como técnico da seleção, Vovô acaba mantendo uma relação próxima com todos os atletas. Em competições como o STU Pro Tour, no entanto, as orientações acabam sendo diferentes, uma vez que não pode existir privilégio para ninguém. "Aqui, mais do que tudo, acabo sendo um observador, mas claro que a gente acaba falando com todo mundo, mas não orientações específicas", explica o treinador.

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