Paulão viu quem fez a ofensa. Aplaudiu-o ironicamente na beira do gramado, próximo ao túnel que leva para a zona mista. Afirmou que o reconheceria e que se o encontrar na rua, irá chamá-lo para "bater um papo". O camisa 25 lembrou o caso dde racismo que Márcio Chagas vivenciou, a campanha que foi feita e o resultado inexistente.
"Já aconteceu no Gauchão. Entramos com faixas, máscaras e aconteceu novamente. São coisas pequenas, que não me diminuem em nada. Uma infelicidade no momento errado, mas está tranquilo. Não vou entrar na briga, na causa. Seria mais um negro brigando por uma causa que infelizmente não estamos tendo resultado", comentou o jogador, na zona mista da Arena.
O zagueiro teve passagem de seis meses no Grêmio, em 2010. O assunto também foi pauta neste clássico por conta de alguns cânticos da Geral que contém a palavra macaco. Um deles foi cantado antes do jogo. Paulão não procurou a polícia e nem fez boletim de ocorrência.
"Reconheceria, mas se eu encontrar ele na rua, a gente bate um papo. Se ele não tem um negro na família, ele reconheceria se tivesse. Para mim está tranquilo, tenho felicidade em ser negro", finalizou.