Segundo ela, as investigações começaram ontem, mas não tem data para terminar. Uma de suas primeiras medidas foi pedir para o Grêmio as imagens do circuito interno de segurança. "Vamos ver se é possível identificar as pessoas que se manifestaram", prossegue a delegada.
Ela também solicitou à Federação Gaúcha de Futebol o manancial de provas amealhado pelo Inter e remetido na terça-feira para a entidade solicitando a abertura de um processo pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Nesse material, constam imagens de TV, fotografias e a gravação dos comentários de jornalistas que flagraram as manifestações racistas dos torcedores. Elas ocorreram, principalmente, quando Zé Roberto fazia seu aquecimento.
Até ontem à noite, o presidente do TJD, Milton Salatino, não havia recebido as provas remetidas pelo Inter. Ele acredita que começará a examinar o material hoje à tarde. É provável também que o procurador do TJD, Alberto Franco, seja acionado pela Federação para a análise do material e, se assim for o caso, apresente uma denúncia contra o Grêmio com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
De acordo com o CBJD, atos de racismo dentro de um estádio de futebol são passíveis de punição com multa, interdição do estádio e até a suspensão do clube da competição (está última inócua, já que o Gauchão já acabou e o Grêmio não foi o campeão).