“Quem me conhece sabe que tenho caráter. Tenho família, estou chateado com isso. Se tivesse feito isso, seria preso. Não sou burro o suficiente para falar uma coisa dessas para uma menina que tem idade para ser minha filha. Eu sei o meu lugar”, afirmou ele, ressaltando que a frase veio dos torcedores:
“Acho que nem ela própria teria a coragem de dizer que ela escutou isso de mim. Atrás do banco tinha uns 20 torcedores, que falaram um monte de coisa para ela desde o começo do jogo. Ela ouviu coisas piores que ‘gostosa’, mas dos torcedores que estavam atrás de mim”.
Celso Teixeira diz estar muito abalado com a situação, especialmente pelo problema criado na família. “Não dormi a noite toda, não comi direito. Sou casado há 30 anos, tenho dois filhos e um deles me ligou. Acabei sendo colocado em uma situação delicada, que eu não cometi”,acrescentou ele.
Apesar de negar ter chamado a auxiliar de "gostosa", o treinador ponderou que a vestimenta feminina da arbitragem é inapropriada para um ambiente de tantos homens. “Não é preconceito, mas se fosse minha filha não deixaria trabalhar no futebol, porque está sujeito a isso. Além disso, não entendo porque o short das assistentes tem que ser tão apertado”, disse ele, que vai entrar na mira da Justiça Desportiva de Santa Catarina:
“Vai ser difícil provar que não fui eu, mas agora tenho que me defender no TJD. Vou tentar convencer que sou direito. Mas estou mais preocupado com o problema pessoal que me causaram do que com isso”, encerrou.