Saymon também reclamou da atuação da Brigada Militar no caso. De acordo com ele, inicialmente os policiais presentes no jogo disseram que o técnico poderia registrar um Boletim de Ocorrência (BO) após a partida, mas, em seguida, afirmaram que o BO deveria ser feito naquele momento – durante o segundo tempo da partida. “Não se mostraram dispostos a fazer aquele boletim. Não teria como eu fazer o boletim no meio do jogo”, alegou Saymon. “A polícia não se mostrou atenciosa com a situação.”
“Sabia que encontraria um clima hostil, de entrega, mas dentro de campo”, lamentou ele, que foi vítima de racismo pela primeira vez em seu ambiente de trabalho: “A gente acompanha pela TV e acha que não vai acontecer conosco”, acrescentou. “É um sentimento de revolta e tristeza”, resumiu.
Válida pela quarta rodada, a partida terminou empatada em 1 a 1. Com pena prevista no Código Penal de até três anos de prisão, o racismo não foi citado na súmula do jogo – que até a noite desta quinta não estava disponível no site da Federação Gaúcha de Futebol – porque, segundo Saymon, o árbitro da partida não viu o ocorrido.