"Existem mais problemas em Porto Alegre do que em São Paulo. Em São Paulo, há uma empreiteira que já conhece o estádio. Em Porto Alegre, temos uma equipe muito grande do Comitê Organizador Local (COL) e da Fifa para apoiar para que as obras possam começar em 1º de abril", comentou.
O secretário-geral também contrariou a declaração do patrão, o presidente Joseph Blatter, e ainda não decretou como resolvido o impasse a respeito das estruturas temporárias da Arena Corinthians, em São Paulo, palco de abertura da Copa. "Disse que esperava uma solução para São Paulo antes de pegar meu avião para voltar a Zurique. Ainda não temos uma solução concreta. Amanhã (sexta-feira) teremos uma ideia mais clara sobre São Paulo, mas estou bastante confiante", afirmou.
Valcke reforçou o temor da Fifa quanto à falta de tempo para testar o aparato antes do pontapé inicial da Copa. "Ainda há o que fazer, 77 dias é um tempo curto. O problema não é instalar, mas testar as estruturas. Tudo está muito no limite", acrescentou.
O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, considerou a situação um dos principais desafios na reta final da preparação. "O Corinthians assumiu a responsabilidade, assim como em Porto Alegre. Eles estão compondo uma solução global, em São Paulo ainda não está firmada. Depois disso, teremos resolvido o grande desafio", disse ele.