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EUA “não ganhará nada” com pressão econômica, alerta o presidente do Irã

Pezeshkian diz que Teerã está disposto ao diálogo, mas afirma que resistirá às novas sanções americanas

Presidente iraniano minimiza impacto das novas medidas dos EUA e defende negociações para encerrar a guerra
Presidente iraniano minimiza impacto das novas medidas dos EUA e defende negociações para encerrar a guerra Foto : AFP / CP

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (26) que os Estados Unidos não ganharão "nada" com a retomada da pressão econômica, segundo a imprensa local.

"Os Estados Unidos não ganharão nada com a pressão econômica nesta fase, assim como não ganharam nada durante a guerra", disse Pezeshkian, citado pela agência de notícias Isna.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um plano com o objetivo de asfixiar economicamente o Irã, reforçando as ameaças de sanções americanas e alertando outros países contra a participação na campanha.

As autoridades iranianas minimizaram o impacto das novas medidas. O País enfrenta duras sanções há décadas.

"Nosso princípio é compreender e resolver os problemas por meio do diálogo e da negociação, mas, ao mesmo tempo, resistiremos à pressão econômica, como temos feito até agora e continuaremos a fazer", acrescentou Pezeshkian.

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O Exército iraniano afirmou que todos os sistemas de armas danificados durante a guerra, iniciada em fevereiro, foram "reconstruídos" e que novos já foram importados.

As negociações para pôr fim à guerra entre Irã e Estados Unidos estão paralisadas, particularmente devido ao Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã.

A navegação pelo estreito permanece interrompida e afeta os mercados globais de petróleo nessa via navegável estratégica, por onde passava aproximadamente um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra.

O Irã exige que os navios obtenham autorização e paguem pedágio.

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