A história do nhoque começa muito antes da batata. É um prato que tem início nos territórios conquistados pelos antigos romanos, na Roma antiga. As mães pertencentes a esses povos, normalmente em estado de extrema pobreza, sempre procuravam encontrar um meio de alimentar seus montantes de familiares na hora das refeições.
Porém, nem sempre tinham o suficiente, e precisavam usar de sua criatividade para providenciar em boa quantidade de alimento. Por isso, faziam uma espécie de bolinho de farinha e água cozido em água fervente, que alimentava trabalhadores e soldados.
Na Idade Média e no Renascimento, os cozinheiros italianos faziam os seus nhoques com farinha, miolo de pão, ricota e semolina. O que tivesse na dispensa. Aí aconteceu uma coisa que mudou tudo: a batata chegou das Américas e entrou na cozinha de vez.
Alguém amassou a batata com um pouco de farinha e assim nasceu o nhoque que a gente conhece até hoje. Macio, leve e perfumado. Matou a fome de gerações de camponeses, atravessou o oceano no coração dos imigrantes e virou até ritual de sorte que é só nosso, aqui do Brasil.
Isso acontece em todo dia 29 de cada mês é o dia quando se torna o do nhoque da fortuna. Conta a lenda que São Pantaleão foi recebido por uma família pobre que dividiu com ele um prato de nhoque. Em agradecimento, ele deixou moedas em baixo do prato, e assim se popularizou o costume.
NHOQUE
INGREDIENTES (4 PORÇÕES)
- 1 kg de batata Asterix
- 250 g de farinha de trigo
- 1 colher de chá com sal fino
MODO DE FAZER SEM ERRO
- Primeiro o banho certo: Coloque as batatas para cozinhar em uma panela grande com um litro de água fria, para cozinhar por igual. Acrescente bastante sal grosso, e deixe assim por 35 a 40 minutos. Descasque as batatas ainda bem quentes, com uma luva de cozinha.
- O amasso que dá certo: Passe as batatas pelo espremedor direto. Nunca use o liquidificador. Não vai dar certo. Espalhe essa massa pela bancada, e deixe o vapor sair por inteiro, por uns cinco minutos. Isso é água que sai e diminui a quantidade de farinha da sua recita.
- Dica para a nossa parceria: O bom nhoque precisa de mão leve. Ele sente a mão. Mão nervosa faz nhoque duro.
- A mistura sem apertar: Polvilhe o sal por cima da massa e comesse a polvilhar a farinha aos poucos. Misture tudo com a ponta dos dedos, juntando, dobrando tudo sem apertar. Quando a massa estiver bem macia, e ainda levemente grudenta e já soltando da mão, está pronta. Para de mexer na massa. Não é para sovar.
- Faça o teste final: Pegue uma amostra da massa, faça uma bolinha e coloque para cozinhar em água fervente. Se ela subir inteira, está pronta. Se ela se desmanchar, coloque mais uma colherada de farinha e teste novamente.
- Para moldar os nhoques: Enrole a massa em tiras longas, na grossura de um dedo, em uma bancada enfarinhada, e corte em pedaços de uns dois centímetros. Role cada nhoque pelas costas de um garfo, rolando na bancada, apertando de leva. Os moldes seguram o molho em cada garfada.
- Para a dança do cozido: Em uma panela grande com uns 4 litros de água fervente e uma colher bem cheia de sal grosso, cozinhe os nhoques aos poucos, para não grudarem. O próprio nhoque avisa quando estiver pronto. Quando eles subirem e ficarem boiando, espere mais 30 segundos e retire com uma escumadeira.
- Para servir essa estrela: Pode ser com molho sugo que é o mais clássico com manjericão rasgado com a mão, molho pesto, com ragu de carne de panela desfiada, com molho de manteiga e sálvia e parmesão por cima, molho de creme de leite de gorgonzola, ou nhoque misturado ao molho vermelho na travessa com cubinhos de queijo muçarela e um pouco de parmesão gratinado no forno.
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