Um homem foi condenado a 19 anos e três meses pela morte de uma mulher de 34 anos no bairro Mario Quintana, na zona norte de Porto Alegre. O crime aconteceu em agosto de 2015, quando Cíntia Beatriz Lacerda Glufke foi atraída por um dos acusados sob o pretexto de um almoço. Os três irmãos, o sogro da vítima e uma senhora aposentada foram denunciados pelo MP pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Conforme a denúncia, Após discussão, ela foi agredida e morta com golpes de marreta. Partes do corpo foram cortadas com o auxílio de uma serra, sendo a cabeça e o tronco enterrados no jardim da residência, enquanto os demais membros foram descartados em um terreno baldio localizado em São Joaquim, em Santa Catarina.
Em 2019, a 1ª Câmara Criminal do TJRS apreciou os recursos apresentados pelos cinco acusados no processo. Por unanimidade, o Colegiado deu provimento ao recurso interposto por um dos denunciados, sogro da vítima, despronunciando-o das imputações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Em relação à outra acusada, senhora aposentada e amiga de um dos réus, o Tribunal acolheu parcialmente o recurso, afastando a acusação de homicídio e mantendo a pronúncia apenas pelo crime de ocultação de cadáver. Posteriormente, foi declarada a extinção da punibilidade em razão de seu falecimento.
Um condenado e outros dois aguardam júri
O julgamento aconteceu nesta segunda-feira, 29, no Tribunal do Júri da capital. A sentença foi lida por volta das 18h pela Juíza de Direito Eveline Radaelli Buffon, titular do 1º Juizado da 2ª Vara do Júri, que decretou a prisão do réu, com imediato cumprimento da pena.
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Dos três réus inicialmente pronunciados, apenas um foi submetido a julgamento nesta segunda-feira. No início dos trabalhos, houve a cisão processual e dois dos acusados foram dispensados em razão da ocorrência de colidência defensiva — situação jurídica em que os réus apresentam teses de defesa incompatíveis entre si, impossibilitando a atuação de um mesmo defensor para representar interesses opostos. O julgamento dos dois irmãos foi redesignado para o dia 10 de dezembro.
A sessão
Durante a sessão, iniciada às 9h30min, foi ouvida uma testemunha de defesa, ex-colega de trabalho do réu em 2014. Na sequência, ocorreu o interrogatório do acusado. A partir do início da tarde, foram realizadas as fases de debates, réplica e tréplica entre o Ministério Público e a defesa técnica.
O promotor de Justiça Francisco Lauenstein fez a exposição inicial, pela acusação. Em seguida, a sustentação da defesa foi conduzida pelo defensor público Gabriel Luiz Pinto Seifriz. Depois, os jurados deliberaram sobre os quesitos referentes à responsabilidade penal do acusado.