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Gemini, a IA do Google, também cometeu ciberataques

Modelo de inteligência artificial invadiu sistemas externos, segundo empresa, em teste de segurança

Gemini, modelo de inteligência artificial (IA) do Google, invadiu sistemas de informação externos
Gemini, modelo de inteligência artificial (IA) do Google, invadiu sistemas de informação externos Foto : ANDREJ IVANOV / AFP

O Gemini, modelo de inteligência artificial (IA) do Google, invadiu sistemas de informação externos, informou a empresa nesta sexta-feira (18) à AFP, confirmando uma reportagem do jornal Wall Street Journal.

O debate em torno da IA se intensificou com revelações recentes sobre modelos que saíram de ambientes confinados para se infiltrar em sites e plataformas externas.

Como ocorreram as invasões

Em maio, "durante um teste padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou senhas para acessar sites que achou que faziam parte do teste", explicou Heather Adkins, especialista em segurança do Google, em uma declaração enviada à AFP. Sem especificar nomes, o Google informou que três organizações foram afetadas e garante que as notificou sobre essas brechas.

Segundo o Wall Street Journal, em um dos casos "o modelo testou várias combinações de senhas até conseguir acessar um sistema protegido". "Nas três vezes, o modelo parou", informou Adkins, o que sugere que as invasões terminaram sem intervenção humana.

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O Google disse à AFP que tomou conhecimento do episódio em julho e então abriu uma investigação sobre o incidente.

Vários grandes executivos do setor de tecnologia defendem reduzir a velocidade do desenvolvimento de poderosos modelos de IA e algum tipo de autorregulação do setor diante de recentes incidentes de segurança.