Um painel nesta sexta-feira, último dia do South Summit Brazil 2026, abordou a inovação em contextos de startups e grandes corporações, conduzido por Tiago Fernandes, superintendente executivo do Banrisul, Sergio Finger, CEO da Trashin, e Iarlen Machado, diretor executivo da Miolo Wine Group. A apresentação ocorreu no RS Innovation Stage, espaço do governo do Estado no evento.
Ambos comentaram a respeito da relevância da gestão de processos, comentando ainda que o sucesso exige equilibrar a ousadia de arriscar com a disciplina necessária para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. No cenário das startups, a urgência e a concorrência acirrada ditam o ritmo, fazendo com que a inovação nasça da validação contínua de hipóteses e do contato direto com o cliente para entender as dores do mercado, disse Finger.
Ele salientou ainda que as startups estao acostumadas a errar, porém existe o risco de focar apenas em criar novidades, esquecendo de medir os resultados reais. Outro risco é o de que o dia a dia das grandes empresas é consumido pela busca de resultados financeiros e por um ambiente de segurança, o que torna a aprovação de novos processos muito mais lenta e burocrática.
“A concorrência é muito acirrada e a gente precisa ganhar mercado rápido. Então precisamos olhar os processos que estão acontecendo, as tendências, é tudo isso acaba gerando um roadmap de inovação. Cotumamos dizer que precisamos estar com a barriga no balcão, conversando com o cliente, entendendo nossa operação no dia a dia para entendermos onde precisamos inovar. A inovação está no ajuste do que vamos validando em termos de hipótese”, comentou ele.
Já Machado comentou que há uma busca por superar a inércia e o medo do risco para se modernizar. Para isto, houve a busca pela Miolo de criar microfóruns com executivos da companhia, de maneira que implementar novos processos de vinificação, recursos humanos e administrativos com foco na inovação.
"Há alguns anos estamos fazendo projetos, mas chegamos em um momento, não sei se é um marco, mas discutíamos uma solução para um problema que tínhamos. Começamos a revisitar materiais de 10, 15 anos atrás. Mas vimos que isto não ficaria de pé. Nossos concorrentes estão indo para a frente. Então precisamos começar a inovar, fazer diferente, começar a tomar risco. Estimulamos os times a trazer novas variedades, o que foi um momento de virada de chave".