Quem acompanhou os discursos dos novos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União), da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) e do novo comandante da Assembleia Legislativa do RS, Pepe Vargas (PT), pode até achar que houve uma combinação. Isso porque a defesa do papel do Legislativo ganhou um grande destaque nas suas falas.
No caso da manifestação de Pepe Vargas, que assumiu o cargo ontem, o enfoque se deu ao defender que a Assembleia não é uma “extensão do Poder Executivo”. Pois, essa expressão muito se fala nos bastidores e nos corredores. A busca pelo protagonismo do Legislativo, que nada mais é do que a Casa do Povo, não é algo simples.
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Em épocas que alguns deputados direcionam as suas atenções para os seus anseios políticos ao invés de dar a atenção aos debates públicos ou ainda mais quando o Executivo consegue formar uma ampla maioria e, com habilidade, dar destaque e prioridade aos seus projetos. Porém, é preciso reconhecer que há um trabalho intenso feito diariamente na Assembleia.
São sessões e audiências públicas que podem e devem receber maior prestígio. Afinal, cada um dos deputados está lá ocupando um espaço que foi legitimamente conquistado por meio do voto.
Então, nada mais saudável para a democracia do que referenciar o “poder” do “poder” Legislativo. Porém, não podemos ser ingênuos de ignorar as ambições políticas de muitos dos atuais integrantes, que já miram 2026.
Em tempo: os próximos dias serão de articulações para o rearranjo nas participações políticas nas comissões da Casa, especialmente aquelas consideradas mais importantes.