Começou na manhã desta segunda-feira a 246º Feira do Peixe, no Centro Histórico de Porto Alegre, com a expectativa de comercializar um número superior às 535 toneladas de pescados vendidas na edição do ano passado, que ainda teve um público recorde de 700 mil pessoas. O número de bancas também foi ampliado, agora para 51, com algumas inéditas, a exemplo do negócio da família Vasconcellos, da região do Arquipélago, que contou ter montado uma empresa somente para participar da feira.
“A gente só vende o peixe no Mercado Público, então é nossa primeira vez aqui. Estamos na expectativa de que este seja um público diferente também”, contou o pescador Diego Luiz Vasconcellos. O freezer da família já estava cheio de filés de merluza, cabrinha e tilápia, e mais tarde, chegariam carpas e outras variedades.
Cedo da manhã, as bancas ainda estavam sendo montadas, porém havia o tradicional preparo do espetinho de peixe e da tainha assada na taquara. Neste ano, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV), o preço da tainha na feira gira entre R$ 17,90 e R$ 25,90 o quilo. Já o da corvina, entre R$ 17,99 e R$ 25,00 o quilo. O filé de tilápia está em uma média de R$ 45 o quilo e o de panga, uma média de R$ 35 o quilo.
Começa nessa segunda-feira, 30/03, a Feira do Peixe de Porto Alegre
“Este é um evento que se confunde com a própria história da cidade. Porto Alegre acabou de completar 254 anos, e a Feira do Peixe está em sua edição 246. Ela também é uma feira de atividade econômica, garantindo o sustento de quase cem famílias da região das ilhas durante praticamente todo o ano”, salientou o titular da SMGOV, Cássio Trogildo. Além do Largo Glênio Peres, entre os dias 30 de março e 3 de abril; a feira ocorre de forma descentralizada nas ilhas e bairros Restinga e Belém Novo, entre os dias 1º e 3.
No Glênio Peres, o funcionamento será das 8h às 22h entre esta segunda e quarta-feira, quinta das 8h à meia-noite, e na Sexta-Feira da Paixão, das 8h às 13h. Nas ilhas e Restinga, quarta e quinta o funcionamento é entre às 8h e às 19h, e na sexta, das 8h às 13h. O presidente da Colônia de Pescadores Z-5, Gilmar da Silva Coelho, disse que a Feira do Peixe proporciona produtos de boa qualidade e variedade à população.
“O pessoal vem aqui no primeiro dia, experimenta, depois vem no dia seguinte e sempre acaba levando mais. E geralmente já tem sua banca preferida para comprar, é uma questão de fidelidade. É uma das únicas feiras que conheço realizadas no coração de uma capital, onde o fluxo de pessoas é intenso o tempo todo. E dá uma alma toda especial para o Centro Histórico”, comentou ele.