Um grupo de pesquisadores da Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa) estiveram em Nova Santa realizando uma análise preliminar de solo após enchente, com a finalidade de estudar os prejuízos causados pela inundação e estabelecer ações preventivas em caso de desastre ambiental. Os pesquisadores, acompanhados de representantes da Emater, visitaram duas propriedades no bairro Caju e Granja Nenê.
O grupo, composto por engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, biólogos e economistas, está passando por várias regiões do Rio Grande do Sul atingidas pela enchente. A partir da troca entre os profissionais de cada área e de uma avaliação de aspectos ambientais, aspectos biofisicos do solo e da economia dos agricultores é elaborado um diagnóstico técnico com a indicação de possíveis soluções, recomendações técnicas e políticas públicas que podem ser aplicadas ou desenvolvidas.
O chefe-geral da Embrapa e engenheiro florestal, Marcelo Francia Arco Verde, ressalta a importância das esferas federais e estaduais trabalharem juntas e de pensarem coletivamente nessa "nova realidade" porque, segundo ele, as catástrofes ambientais estão cada vez mais frequentes. "Existe uma causa e um efeito das ações. Você pode ser a causa ou receber os efeitos. A sociedade precisa obter um conhecimento integrando das práticas de prevenção para desastre ambiental", afirma.
Alguns dos questionamentos e soluções buscadas pelos pesquisadores da Embrapa são entorno do entendimento de formas para tratar e estabilizar o solo, além de tornar as encostas mais resistentes com cobertura vegetal. "Essa tragédia tem impacto social e econômico. O papel do economista é saber quais políticas públicas são necessárias, na intenção de avaliar alternativas técnicas para mitigar as ações e sugerir aos governos medidas de políticas públicas que apoiem na disponibilidade e facilidade em termos de logística para os que foram afetados e poderão ser afetados novamente", explica o economista José Fernando Protas.