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Após terceiro óbito por dengue, Porto Alegre tem mutirões de combate

Diversas atividades foram realizadas durante a manhã, com objetivo de conscientizar a população

Agentes percorreram bairros como o Rubem Berta, onde há incidência de casos da doença
Agentes percorreram bairros como o Rubem Berta, onde há incidência de casos da doença Foto : Pedro Piegas

Depois de confirmar na sexta-feira (26) o terceiro óbito por dengue em Porto Alegre em 2025, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti na manhã de sábado. Equipes atuaram reforçando as visitas domiciliares, a identificação e eliminação de focos do mosquito, orientando a população sobre a doença e seus sintomas.

As ações começaram às 9h, com visitas comunitárias porta a porta realizadas pelas unidades de saúde Rubem Berta, Tijuca, Laranjeiras, Morro Santana, Vila Safira e Chácara da Fumaça. A iniciativa envolveu agentes de combate a endemias, profissionais de saúde e moradores.

Moradores com sintomas de dengue — como febre acima de 38°C, dor de cabeça e dores no corpo — puderam buscar atendimento na Unidade de Saúde Passo das Pedras I, aberta excepcionalmente das 9h às 14h.

A Vigilância em Saúde também realizou a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em regiões atendidas pelas unidades Rubem Berta e Camaquã. O inseticida aplicado dentro das casas é eficaz contra o mosquito Aedes aegypti e outros insetos, ajudando a frear a transmissão.

Na zona em que há forte concentração de casos, a coordenadora interina da Região Norte de Saúde, Fernanda Chassot, acompanhou a ação. “Percorremos principalmente os territórios das unidades Rubem Berta e Domênico Feoli. É uma área onde percebemos aumento de casos, migrando do eixo Baltazar para regiões próximas. Estamos fazendo visitas nos locais onde já há registros e também visitando pacientes que estão com dengue confirmada para acompanhamento clínico”, relatou.

Segundo Fernanda, durante as abordagens, moradores com sintomas também foram orientados e encaminhados para atendimento médico. Um senhor de 67 anos, por exemplo, foi levado para a Unidade Passo das Pedras I após relatar sintomas. “Além da eliminação dos focos, a nossa equipe conversa com a população sobre os cuidados e sintomas. Temos encontrado mais lixo e potenciais criadouros do que larvas propriamente ditas nas residências”, detalhou.

Nos locais em que os acúmulos de resíduos foram encontrados, as equipes fizeram fotos e mapearam os pontos para que, ao longo da semana, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) fazer o recolhimento.

A orientação da SMS é para que quem apresentar sintomas leves como febre, dor de cabeça ou dor no corpo, busque atendimento nas unidades de saúde de referência. Para sinais de alarme, como vômitos persistentes, dor abdominal intensa, tontura, sangramentos ou sinais de desidratação, o ideal é procurar uma UPA ou pronto atendimento imediatamente.

Terceira morte por dengue

A SMS confirmou, na sexta-feira, o terceiro óbito por dengue na Capital em 2025. A vítima é uma mulher de 26 anos, com comorbidades. Ela apresentou os primeiros sintomas no final de março, foi transferida para a UTI no dia 5 de abril e morreu em 13 de abril, após complicações de broncopneumonia e síndrome neuroléptica maligna.

Anteriormente, Porto Alegre já havia registrado a morte de outras duas mulheres por complicações da dengue, de 59 e 72 anos, ambas com comorbidades. Outros quatro óbitos suspeitos seguem em investigação.

Com o cenário de aumento dos casos e da gravidade da doença, a Capital já registra 5.259 casos confirmados e mais de 23 mil notificações. A cidade permanece em situação de emergência em saúde pública, com três dos quatro sorotipos do vírus identificados (DENV1, DENV2 e DENV3) — o que aumenta o risco de casos graves.

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