Sem muito alarde, o ministro dos Transportes, George Santoro, assinou na última quinta-feira a retomada das obras da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, em cerimônia realizada durante agenda em Santa Maria, na região Central do Estado, distante 290 quilômetros. Em abril, em nova agenda no Rio Grande do Sul, a promessa era de que a assinatura poderia ocorrer em maio, o que acabou não se concretizando, em parte por uma necessidade de readequação orçamentária, de acordo com o que disse no começo do mês o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A obra, persistente e aguardada desde ao menos o ano de 2014, passou por diversos estágios, permanecendo há tempos como uma incólume estrutura de concreto inacabada sobre uma das principais vias de entrada da Capital, e inclusive com mato crescendo em maio às britas instaladas no que, um dia, será asfalto.
Com investimento de R$ 525 milhões, ela será executada pela empresa gaúcha Construtora Cidade e pela paranaense Arteleste Construções, que, juntos, formam o consórcio Ponte Guaíba. Apesar da assinatura, ainda não é visível movimentação de pessoas ou maquinário na área. De acordo com o Dnit, a responsabilidade atual do vencedor da licitação é a apresentação do cronograma de trabalhos, após a ordem de início dos serviços.
Um dos mais recentes passos vencidos foi o fechamento de acordos com a quase totalidades dos pequenos comerciantes da área, firmados na metade de junho. Somente um não aceitou o acordo, de acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU). Ao todo, devem ser feitas as demolições de 625 imóveis no bairro Farrapos, dos quais 473 já foram demolidos, disse ainda o Dnit.
O departamento disse também que o montante contempla a recuperação e montagem das estruturas pré-moldadas já fabricadas, para a conclusão das quatro alças da nova ponte, incluindo a adequação do sistema viário local, somando 20 meses; além da implantação do sistema de proteção dos pilares centrais da nova ponte, chamados de dolfins, com seis meses para a elaboração dos projetos e mais 30 meses para a conclusão dos serviços.
Também será implantado novo acesso à Ilha Grande dos Marinheiros, com prazo de seis meses para os projetos serem elaborados, mais 12 meses para as obras serem concluídas; e ainda o apoio as atividades e de realocação de imóveis identificados nas comunidades Tio Zeca e Areia. Os prazos estão previstos no edital.